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MMX quer US$ 550 mi para Porto do Sudeste

O Porto do Sudeste, em Itaguaí (RJ), pode começar a operar no terceiro trimestre de 2014. Mas a viabilidade do projeto depende de uma bem sucedida reestruturação de dívida e de nova injeção de capital. O plano da MMX prevê investimento adicional de US$ 550 milhões para tornar o porto operacional. A partir do rearranjo do endividamento, os compradores de 65% do porto - o fundo Mubadala, de Abhu Dabi, e a Impala, divisão da trading holandesa Trafigura - fariam um aporte de capital de US$ 400 milhões.

MARIANA DURÃO / RIO, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2013 | 02h06

Além disso, o BNDES poderia liberar recursos ainda não desembolsados à companhia. O banco é peça chave na conclusão do acordo anunciado com Mubadala e Trafigura em outubro, criando a PortCo (que assume o porto).

Em contratos com a MMX Porto Sudeste, a instituição exigiu preferência como credor. Isso classifica sua dívida como "sênior" em relação às demais. Por causa da preferência do BNDES, o gatilho para o pagamento dos royalties mudou. Antes, seria quando houvesse "lucro bruto suficiente". Agora, será a existência de "caixa disponível". A fórmula para calcular o caixa prevê o desconto prévio de recursos para honrar o serviço da dívida com o BNDES.

O plano de reestruturação apresentado aos acionistas aponta que em torno de US$ 1,1 bilhão em dívidas passarão à PortCo, para quem é transferido o endividamento da mina da MMX. A renegociação com o BNDES já foi feita e deverá passar pelo conselho de administração da MMX ainda este mês.

Pelo novo perfil de dívida descrito, o financiamento com o banco passaria a ter carência adicional de dois anos, prazo de vencimento estendido até 2029. Haveria ainda US$ 242 milhões adicionais para financiar o investimento da companhia, já acertados com Bradesco e BNDES. O banco estatal já contratou cerca de R$ 1,8 bilhão em financiamentos ao Porto do Sudeste.

A reestruturação também passa pela renegociação com outros credores "sênior" não especificados, com carência de mais dois anos e extensão do prazo de vencimento até 2023. Isso garantiria US$ 67 milhões extras em financiamentos. Finalmente, as demais dívidas teriam vencimento estendido a junho de 2029 e nova carência, em junho de 2018.

Operação. A nova previsão da MMX é que o Porto do Sudeste inicie operações no terceiro trimestre do ano que vem, se tudo correr conforme o previsto.

O primeiro fluxo de caixa para pagamento de royalties viria em 2015. Os dados econômicos projetados preveem embarques de 4 milhões de toneladas de minério em 2014, 22 milhões de toneladas em 2015 e 33 milhões, em 2016.

Com isso, a receita líquida evoluiria de US$ 43 milhões, no próximo ano, para US$ 441 milhões em 2016, primeiro ano em que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) seria positivo (US$ 131 milhões).

A empresa desembolsaria US$ 117 milhões a título de pagamento de royalties em 2015 e US$ 177 milhões em 2016.

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