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Moagem de cana do centro-sul desacelera e impulsiona preço do açúcar em NY

As usinas do centro-sul do Brasil reduziram a moagem de cana na primeira quinzena de setembro, em uma safra que deverá ser encerrada antes do habitual devido aos efeitos da seca, e priorizaram a produção de etanol em detrimento do açúcar, informou nesta quarta-feira a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

REUTERS

24 de setembro de 2014 | 12h41

Foram processadas 39,89 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de setembro, redução de 16 por cento ante a quinzena anterior e de 7,4 por cento ante o mesmo período da safra passada.

O açúcar bruto passou a subir na bolsa de Nova York após a divulgação dos dados de moagem da Unica.

A produção de açúcar da região, que responde por 90 por cento da moagem de cana do país, atingiu 2,5 milhões de toneladas na primeira metade do mês, queda de 17 por cento ante a segunda metade de agosto e de 16 por cento ante o mesmo período da temporada anterior.

"Essa redução na produção de açúcar reflete a menor moagem na quinzena e o fato das usinas terem priorizado a fabricação de etanol", disse o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, em nota.

A entidade ressaltou que as condições de demanda e de preços têm gerado incentivo à produção do biocombustível, para o qual foram destinados 56 por cento da cana moída na primeira quinzena. Na segunda metade de agosto, 54,8 por cento da cana havia sido destinada para etanol. Um ano atrás, o mix era praticamente igual para os dois produtos.

Assim, a produção de etanol alcançou 1,96 bilhão de litros nos primeiros 15 dias de setembro, queda de 13 por cento ante a segunda metade de agosto e alta de 4,4 por cento ante um ano atrás.

Até o momento na safra 2014/15, as usinas do centro-sul esmagaram 412,68 milhões de toneladas de cana, 1 por cento a mais que o volume do mesmo período em 2013/14.

"A quantidade produzida até o momento não reflete a expectativa de menor oferta de cana-de-açúcar para essa safra", ressaltou Padua.

Segundo a Unica, nos próximos meses, com o término antecipado da safra em várias regiões, o impacto da seca sobre a produção ficará mais evidente.

(Por Gustavo Bonato)

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