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Mobius espera que Brasil retire IOF sobre capital externo

A Templeton Asset Management está buscando formas de ficar exposta a ativos brasileiros sem ser taxada com o IOF sobre capital externo, embora espere que o governo reverta a medida, disse o investidor Mark Mobius nesta terça-feira.

DAYAN CANDA, REUTERS

27 de outubro de 2009 | 07h42

"Estamos olhando com muito cuidado. Não queremos colocar dinheiro que vai ser imediatamente taxado", disse Mobius, que chefia a área de mercados emergentes da Templeton, em entrevista à Reuters Television.

O governo brasileiro anunciou no último dia 19 que decidiu taxar o capital estrangeiro que entrar no país para aplicações em renda fixa e variável, por meio de uma alíquota de IOF de 2 por cento, com o intuito de evitar uma valorização exagerada do real e a criação de uma bolha pelo excesso de liquidez internacional.

"Estamos olhando para ADRs, GDRs, qualquer oportunidade", disse Mobius, referindo-se aos recibos de ações brasileiras negociados no exterior. Mobius gerenciava cerca de 20 bilhões de dólares em ativos de emergentes em março.

Indagado sobre se prevê que o Brasil vai retirar o IOF sobre estrangeiros, ele respondeu: "Acredito que eventualmente sim. Já tivemos isso antes, o país já adotou esse tipo de medida antes e viu que não é bom para a economia".

Ele disse que o controle sobre ingresso de capital em outros emergentes é possível, ainda que não preveja quais países poderiam fazer isso.

"Tenho esperança de que a maioria dos países vai entender que o controle sobre o capital é um passo perigoso", afirmou.

Em março, Mobius disse à Reuters que o Brasil e a China eram suas principais apostas de investimento. Nesta terça-feira, ele mencionou estar olhando para África, Oriente Médio e países asiáticos como Vietnã, e disse que a Rússia poderá se beneficiar de preços mais elevados do petróleo.

(Reportagem adicional de Vidya Ranganathan e Harry Suhartono)

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