Moçambique aprova hidrelétrica com participação da Camargo Corrêa

Projeto receberá investimentos de US$ 2 bilhões e poderá gerar até 2,4 mil megawatts

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

18 de agosto de 2010 | 09h56

O governo de Moçambique aprovou o projeto hidrelétrico de Mphanda Nkuwa, que terá a participação da brasileira Camargo Corrêa e receberá investimentos de US$ 2 bilhões, afirmou o jornal moçambicano Notícias.

O projeto para a construção de uma central hidrelétrica no leito do rio Zambeze, a 60 quilômetros da jusante da barragem de Cahora Bassa, na província de Tete, prevê alcançar a capacidade de produção de 2.400 megawatts em duas fases.

A aprovação, concedida na terça-feira pelo Conselho de Ministros de Moçambique, refere-se à primeira fase do empreendimento, na qual deverão ser instaladas quatro turbinas com a capacidade de gerar 375 megawatts, cada uma.

De acordo com o jornal, o Ministro da Energia de Moçambique, Salvador Namburete, afirmou que 60% do projeto ficará nas mãos de empresas nacionais, com a Energia Capital detendo participação de 40% e a estatal Eletricidade de Moçambique (EDM), de 20%. Os 40% restantes ficarão com a Camargo Corrêa.

Cerca de 30% dos US$ 2 bilhões previstos para a construção do projeto serão formados por recursos próprios das companhias, enquanto 70% virão de financiamento bancário.

Segundo o ministro, a construção da central hidrelétrica está prevista para começar em 2011 e deverá levar de 5 a 6 anos para ser concluída.

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