Moda para evangélicos vai aos shoppings populares

Uma das primeiras marcas de moda evangélica do País, a Joyaly, criada em 1990 em São Paulo, quer dar um salto nos negócios. Atualmente com duas lojas de atacado no Brás, tradicional reduto de confecções paulistano, a empresa vende 50 mil peças por mês, que geram receita anual de R$ 24 milhões. Agora, a grife começa a se preparar para entrar no varejo, com a abertura de uma rede de franquias em shopping centers populares. "Há evangélicos nas periferias dos grandes centros urbanos e é lá que pretendemos marcar presença", diz Alison Flores, um dos donos da Joyaly. Segundo ele, o projeto demandará uma nova linha de produção voltada exclusivamente para o varejo e a criação de um formato de negócio de lojas próprias.

Clayton Netz, O Estadao de S.Paulo

22 de março de 2010 | 00h00

Para viabilizar a ideia, a Joyaly busca um parceiro. "Queremos encontrar um fundo de investimento que aposte no projeto", diz Flores. No curto prazo, ele vai expandir em 50% a área da fábrica do Brás, para 4,5 mil m², com o objetivo de ampliar sua linha para gordinhas e entrar no mercado de moda masculinas.

A Joyaly descobriu por acaso o nicho evangélico, formado por 26 milhões de consumidores potenciais, segundo o IBGE. Evangélica, a mãe de Flores, dona Aurea, começou a confeccionar as próprias roupas, que fizeram sucesso entre as fiéis da sua igreja. Daí para criar a Joyaly foi um pulo. A estilista da marca é Joyce, irmã de Flores. "Sua missão é desfazer a imagem das evangélicas, de coque no cabelo e roupas recatadas, e oferecer a elas modelos que seguem as tendências mundiais da moda", diz. As restrições são os decotes ousados e o comprimento das saias, que não deve deixar os joelhos à mostra. Para promover a marca, a empresa confecciona catálogos luxuosos, além de fazer promoções como concursos de beleza entre as consumidores. Com 15 mil revendedores, a Joyaly tem suas roupas usadas no Japão, EUA e Portugal, levadas pelas mãos de fiéis que vivem nesses países e abastecem as comunidades evangélicas locais.

DIVERSIFICAÇÃO

Whirlpool busca novos nichos

A americana Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, quer entrar em novos nichos de mercado para aproveitar o bom momento da economia brasileira. Em janeiro, a Brastemp lançou uma linha de aspiradores e, no mês passado, a Consul estreou no segmento de purificadores de água. "Até o final do ano, vamos estrear em novas categorias de produtos", diz Rogério Martins, diretor de Produtos e Inovação da Whirlpool. Em 2009, a empresa colocou 160 novos itens na praça, número que deve crescer 20% neste ano. "Um quarto do faturamento de 2010 deverá vir desses lançamentos inovadores", diz Martins. Para alcançar esse objetivo, a Whirlpool separou R$ 250 milhões, que serão gastos no desenvolvimento e comunicação dos lançamentos.

FRANQUIAS

Subway chega a 400 restaurantes no País

A rede americana de restaurantes Subway parece ter achado a fórmula para se fixar no Brasil. Depois de uma tentativa frustrada na década de 1990, a empresa retornou ao País, em 2002, com um novo modelo de negócio. Basicamente, reduziu o tamanho das lojas e abandonou o sistema de master franqueado, repartindo a responsabilidade de gerenciar a marca entre dez representantes regionais. Resultado: em 2009, a rede assumiu o terceiro lugar no ranking de franquias de fast food no País, atrás apenas do Bob"s e do McDonald"s. Mais: a Subway, que faturou cerca de R$ 300 milhões em 2009, deve alcançar hoje a marca de 400 unidades em atividade. Até o final de 2010, estão previstos pelo menos mais 100 endereços.

CONTRATAÇÃO

Executivo troca Sam Zell por Rubens Ometto

O executivo Colin Butterfield é o novo vice-presidente da Cosan S/A, a gigante sucroalcooleira controlada pelo empresários Rubens Ometto da Silveira. Butterfield atuará na Cosan Alimentos, unidade de negócios responsável pela comercialização de produtos para os mercados interno, como as marcas Da Barra e União, e externo. Com passagem por empresas como Banco Garantia, Monitor Consulting e Cargill, o executivo trabalhava ultimamente na Bracor, braço de investimentos imobiliários no Brasil do bilionário americano Sam Zell.

INOVAÇÃO

Sedã inteligente da Volvo no Salão do Automóvel

A nova geração do sedã de luxo S60, apresentada oficialmente no Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça, na primeira quinzena deste mês, será a principal atração da Volvo Cars no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece em outubro. O novo modelo da marca sueca - que pertence à americana Ford e está sendo vendida à montadora chinesa Zhejiang Geely - traz o Alerta de Colisão com Freio Automático para Pedestres, dispositivo que permite detectar a presença de pedestres nas ruas e evitar impactos, mesmo que não haja qualquer reação por parte do motorista.

TELEFONIA CELULAR

Vivo lidera, Tim perde, Oi é lanterna e Claro empata

Pelo menos por enquanto, a Vivo vem se dando bem na luta pela liderança do mercado nacional de celulares, que atingiu o total de 176,7 milhões de aparelhos em atividade, segundo a Anatel. Com uma participação de mercado de 29,93% em fevereiro, a Vivo liderou pelo sexto mês consecutivo o crescimento nas vendas. No outro extremo, a Tim foi a empresa que mais perdeu market share: em dezembro de 2008, a operadora italiana detinha uma fatia de 24,27%, que se reduziu para 23,25% em fevereiro deste ano, Com 25,50% de participação, a Claro, segunda colocada, manteve-se estável. Em quarto lugar vem a Oi, com 20,56% : segundo a consultoria Teleco, o crescimento obtido em São Paulo pela Oi foi neutralizado pelo baixo desempenho nas demais regiões em que atua.

CONFERÊNCIA

Qualidade da informação faz a diferença no negócio

A qualidade das informações contida nos bancos de dados das empresas e a forma como são manipuladas podem representar a diferença entre o sucesso e o fracasso de um negócio. Um mailing incorreto, por exemplo, não significa apenas a certeza de que montanhas de prospectos e cartas serão devolvidas pelo correio. Significa, também, a perda de oportunidades de receitas. "Nos EUA, calcula-se que as perdas por conta da má qualidade da informação chegam a US$ 600 bilhões por ano", diz Guilherme Rocha, diretor da Qualidade da Informação Brasil (Qibras). A Qibras é a promotora da Conferência Internacional em Qualidade da Informação, marcada para o dia 13 de maio, na Câmara America de Comércio, em São Paulo, com a participação de nomes como o professor John Talburt, do MIT.

CRESCIMENTO

2,3 mi de toneladas foi a produção brasileira de celulose no primeiro bimestre, segundo a Abracel. Isso representa um aumento de 11,9% sobre o volume do mesmo período de2009.

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