Modelo de concessão de aeroportos no Brasil é aceitável, diz empresa alemã

A operadora de aeroportos Fraport declarou estar interessada em participar dos leilões de concessão

Danielle Chaves, da Agência Estado,

28 de outubro de 2011 | 10h57

SÃO PAULO - A operadora de aeroportos alemã Fraport acredita que o modelo de concessão de aeroportos desenvolvido pelo governo do Brasil é "aceitável e bem elaborado", segundo Robert Payne, porta-voz da companhia.

Payne afirmou que a Fraport está "certamente interessada" nos leilões de concessão para administrar e aperfeiçoar os aeroportos do Brasil, enquanto a companhia busca melhorar seus investimentos nos países do grupo Bric - Brasil, Rússia, Índia e China. A Fraport já administra aeroportos na Rússia, na Índia e na China, portanto "o Brasil é o único Bric que falta", disse o porta-voz.

O Brasil está correndo para ampliar seus aeroportos, já que o crescimento de mais de 20% no tráfego aéreo tem sobrecarregado a infraestrutura aeroportuária do País. A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no País, são mais um fator de urgência sobre a necessidade de expansão da capacidade dos aeroportos.

A companhia alemã afirmou que tem experiência na operação de aeroportos durante períodos de pico no tráfego aéreo. A Fraport uniu forças com a EcoRodovias para participar das privatizações dos aeroportos brasileiros. "Poderá haver certa sintonia fina após a fase de consultas públicas", declarou.

Se tiver sucesso em sua proposta, o consórcio do qual participa a Fraport pretende usar financiamento próprio e empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para pagar os investimentos, afirmou Payne. As informações são da Dow Jones.

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