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Modelo de venda da Nossa Caixa foi o 'melhor', diz Serra

Governador negou ter sido procurado pelo Bradesco e considerou 'um bom preço"'o valor da venda

Anne Warth e Chiara Quintão, da Agência Estado,

20 de novembro de 2008 | 20h54

O governador de São Paulo, José Serra, defendeu nesta quarta feira, 20, o modelo de venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil como "o melhor" para o governo do Estado. Ao ser questionado se um leilão não poderia resultar em um valor maior que os R$ 5,386 bilhões oferecidos pelo BB, uma vez que a fusão entre Itaú e Unibanco gerou uma corrida dos bancos para alcançar o novo grupo, Serra respondeu que "do ponto de vista do Estado, o melhor era vender ao Banco do Brasil, em todos os sentidos".  Serra disse também que nunca foi procurado pelo Bradesco para falar sobre a venda da Nossa Caixa e considerou o valor da venda "um bom preço". Para ele, a venda significa a priorização de investimentos na área social. "Estamos deixando de ter um banco comercial para dar prioridade a outros investimentos", disse o governador. Serra afirmou que nunca foi favorável à idéia de que governos estaduais tenham bancos comerciais. Dos R$ 5,386 bilhões que o Estado receberá do BB, R$ 1 bilhão será destinado à criação da agência de fomento do Estado de São Paulo, que vai financiar investimentos para pequenas e médias empresas. O órgão terá capital fechado, uma estrutura enxuta, com 50 funcionários, e o contato com os clientes será feito por meio do BB. Segundo ele, os outros cerca de R$ 4 bilhões terão como prioridade a infra-estrutura de transportes, com o foco na expansão do metrô, no aumento da qualidade dos trens metropolitanos, que serão transformados em metrô de superfície, em estradas vicinais e na construção de acessos rodoviários aos municípios. O governador disse ainda que criará a rede de hospitais de reabilitação Luci Franco Montoro, que seguirá os moldes da rede Sarah Kubitschek. Além disso, o governador vai ampliar os investimentos no ensino técnico e tecnológico, vai reaparelhar as polícias civil, militar e científica, construirá fóruns judiciários e expandirá o alcance do Programa Água Limpa em todo o Estado. Sem moeda de troca Serra qualificou como "bobagem" a idéia de que o acordo de venda da Nossa Caixa ao BB tenha incluído como moeda de troca a renovação das licenças de concessão das usinas da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) que vencem em 2012. A não renovação destas licenças resultou no fracasso da privatização da companhia. Ele ressaltou que o ministro da Minas e Energia, Edison Lobão, está coordenando um grupo de trabalho sobre o tema, que terá uma decisão em dois meses. Serra disse que o projeto que autoriza a venda da Nossa Caixa ao BB será enviado no início da próxima semana à Assembléia Legislativa e que confia na aprovação da proposta sem alterações, embora a Casa tenha autonomia para realizá-las. "Acredito que a aprovação se fará nos melhores termos", afirmou.

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