Modelo em elaboração terá metas para investimento, inovação e exportação

A política industrial que está em elaboração no governo vai seguir um modelo gerencial semelhante ao do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Técnicos envolvidos nas discussões explicaram que ela será estruturada a partir de metas a serem atingidas pela indústria em um determinado prazo. Esses objetivos é que determinarão que medidas serão adotadas. É um trabalho parecido com o que vem sendo tocado pela Casa Civil para o PAC, no qual os prazos fixados para a conclusão das obras ditam as ações do governo.Haverá metas para investimento, inovação tecnológica e comércio exterior. Nesse último item, o objetivo será o aumento da participação do Brasil no comércio mundial. O País ocupa a 24ª posição no ranking dos exportadores e responde por apenas 1,14% das vendas externas realizadas no mundo.O governo utilizará instrumentos como linhas de crédito e estímulos à inovação tecnológica. Por se adequarem a qualquer setor, são chamados instrumentos horizontais.A política industrial será horizontal, informou a fonte. No entanto, alguns setores que correm o risco de chegar a um gargalo são alvo de estudos específicos a cargo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Um ponto de estrangulamento, disse a fonte, são as autopeças, que precisam dar um salto tecnológico e de qualidade para enfrentar os importados.A política industrial buscará criar condições para que novos setores se desenvolvam. É o caso da indústria naval, reativada após duas décadas de paralisação, com a encomenda de navios pela Petrobrás Transporte (Transpetro). Será preciso criar uma indústria nacional de ''''navalpeças'''' para atender a essa demanda.Outra área que pretende ganhar musculatura é o de equipamentos de defesa. A Embraer tem pronto um projeto de avião para transporte de tropas e cargas. A empresa detectou que diversos países se preparam para renovar sua frota, entre eles o Brasil. A compra pela Aeronáutica ajudaria a viabilizar o projeto da Embraer.

Lu Aiko Otta, O Estadao de S.Paulo

09 de outubro de 2007 | 00h00

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