Modelo prevê autonomia "razoável" às agências, diz ministra

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, disse hoje que o novo modelo do sistema elétrico brasileiro prevê autonomia "razoável" para as agências reguladoras. "Mas as agências não podem ser totalmente independentes", disse a ministra, na abertura do Congresso Energy Summit, que acontece entre hoje e quinta-feira no Rio. Segundo a ministra, a idéia que está sendo discutida para as agências é que haja uma estância apelativa acima delas. O sistema seria o mesmo hoje existente com o conselho de contribuintes que funciona na Receita Federal. "É uma idéia inicial e que ainda precisa de maior aprofundamento", comentou Dilma. Em sua apresentação no evento, Dilma detalhou o novo modelo de energia elétrica a uma platéia composta por técnicos, executivos e empresários do setor. Reserva Para Dilma, uma das principais questões do novo modelo é a definição sobre o tamanho da reserva de energia a ser feita. "Saber exatamente qual será o déficit é crucial para que o modelo dê certo", afirmou, lembrando que as distribuidoras terão o encargo de "prever" 95% de sua demanda, e não mais 85%, como antes. "Isso praticamente dá na mesma, porque para conhecer parte de um todo, é preciso saber o todo. Ou seja, as empresas precisam prever 100% neste negócio", argumentou, em sua palestra. A ministra explicou ainda que a importância desta questão se deve ao custo envolvido no negócio. "Garantir a existência de uma reserva implica em custo, que será passado para o consumidor. Daí a necessidade de sabermos exatamente o que é preciso reservar", disse Dilma.

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