Modelos baratos têm muitas similaridades

Olhando de frente, eles parecem o mesmo produto. Todos têm tela de sete polegadas e formas similares, mas são quatro modelos e marcas distintas.

Camilo Rocha, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2013 | 02h06

O mercado brasileiro foi invadido por tablets com essa cara. Dentro, outro ponto em comum: o sistema operacional do Google, o Android. O preço também é similar, na faixa dos R$ 500.

Quando o assunto são as outras especificações, como processador e câmera, a variedade é maior.

O mais sofisticado dos quatro aparelhos testados é o Dazz DZ-6915, que tem acabamento fosco atrás e é ligeiramente maior em volta da tela. O toque e a resolução do seu display são muito bons. O processador de 1,5 GHz garante um uso de telas e teclas que flui bem sob os dedos. Pelo preço de R$ 549 parece um bom custo-benefício.

O i-Style, da DL, sai bem mais em conta, a R$ 339,90. Por outro lado, o usuário perde em itens como resolução e brilho de tela. Até ícones de aplicativos aparecem com perda de definição. Um aspecto interessante do i-Style é que ele serve como roteador, ou seja, ele pode compartilhar um sinal de Wi-Fi com outros aparelhos. Como um roteador custa cerca de R$ 150, talvez esteja aí seu grande trunfo.

Com 3 megapixels, a câmera do Toks7, da Amvox, é a mais avançada entre os quatro tablets. Pena que a resposta do toque deixe a desejar. O tablet traz um processador de 1 GHz e sistema operacional Android 4.2. Seu preço é de R$ 399.

É o mesmo valor que o consumidor vai pagar pelo M7, da Multilaser. Aqui o processador é um pouco mais potente, com 1,2 GHz. A câmera é fraquinha, com apenas 0.3 megapixels. Inclui aplicativos de produtividade como Flipboard e Evernote.

Afinal, vale a pena comprar um tablet nessa faixa? Tudo depende do que o consumidor quer fazer com ele. É só para acessar a internet ou redes sociais? Um modelo simples pode servir. É para reproduzir vídeos com boa qualidade de imagem? Então melhor desembolsar mais e investir num produto com tela de alta definição (Full HD).

Mas não é só isso. Quando perguntei a um técnico da Proteste, entidade que realiza testes de produtos, quais as dicas para quem pensa em adquirir um aparelho assim, a primeira coisa que ele disse foi: "Você deve se perguntar: eu realmente preciso de um tablet?"

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