Modelos open office e home office vão conviver nos novos ambientes de trabalho

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Modelos open office e home office vão conviver nos novos ambientes de trabalho

Necessidade de continuar mantendo a produtividade no home office é desafio com o qual se deparam empresas de todas as áreas e tamanhos

IBM, Media Lab Estadão
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05 de julho de 2020 | 08h00

A adaptação rápida, suportada pela tecnologia, passou a ser essencial para a boa continuidade dos negócios. A pandemia consolidou o trabalho a distância e, passada a crise, o modelo vai sobreviver, com muito mais força, ao lado da volta aos escritórios. Mais uma vez, será a transformação digital a lastrear a produtividade e a colaboração, assegurando a retomada da economia.

Os modelos old office (aquele escritório tradicional, com baias e salas, com os profissionais separados e pouca capacidade de sinergia), open office (uma evolução desse modelo, com os profissionais mais próximos e colaborativos, uma tendência antes da pandemia) e home office (trabalho em casa) vão conviver dentro dos novos ambientes de trabalho.

 “O que eu vejo agora é uma junção dos modelos open office e home office, resultando em um verdadeiro connected office. Hoje já temos diversas ferramentas que proporcionam essas experiências de interatividade. Muitas coisas que fazíamos presencialmente estamos fazendo remotamente, sem perda da produtividade”, aponta Ricardo Zakaluk, consultor estratégico da IBM.

​Novas rotinas para empresas e funcionários

Esse modelo híbrido já era adotado em diferentes escalas pelas empresas, em alguns casos mais amplamente e, em outros, de forma mais tímida, com as companhias ainda com receio pela falta de controle dos colaboradores ou até mesmo de produtividade. Com o isolamento, a aprovação do modelo de trabalho remoto e das novas rotinas ganhou importância, destaca Kelly Ribeiro, diretora da área de Consultoria de Serviços para Recursos Humanos da IBM. “As pesquisas também mostram que o os níveis de estresse e ansiedade das pessoas estão maiores. Por isso, quando as empresas pensam em desenhar esse novo modelo, ficam praticamente obrigadas a conhecer melhor suas forças de trabalho: habilidades, competência, saúde física e mental.”

Para isso, diz Kelly, é necessária a criação de bases de apoio digitais. Aqui também entram estratégias de saúde, com comunicação clara e ética, além de elaboração de novos protocolos que permitam o controle dos colaboradores e de suas demandas. “Tudo isso passou a ter uma importância muito grande junto aos funcionários e também aos clientes”, afirma a executiva, que ressalta: “Essas mudanças vieram para ficar. Portanto, as empresas devem mostrar grande capacidade de resiliência”.

A tecnologia também será a base para o desenvolvimento de competências dos colaboradores e aparecerá com destaque no recrutamento de profissionais. A chave aqui será a melhor combinação dessas ferramentas, com mais inteligência, para que as empresas possam identificar as demandas, em face de possíveis “gaps” para necessidades futuras da companhia.

​Oportunidades profissionais

Traçar uma estratégia para o futuro e identificar o que a empresa vai precisar das pessoas que trabalham para ela será o caminho. “O que está faltando é exatamente essa visão, e a tecnologia pode ajudar muito. Ainda não vejo grande precisão dentro das empresas brasileiras. Temos que dar esse salto”, afirma Kelly. “E a pandemia vai empurrar as empresas para que repensem esse modelo.”

Também surgirão as oportunidades pessoais. “O mercado irá buscar o profissional que melhor entender esse cenário, souber usar as ferramentas de produtividade e colaboração e tiver essa disciplina de aprender sempre.” O processo que a especialista da IBM vê mais maduro hoje em dia é o de recrutamento e seleção, com o uso de tecnologias como blockchain e inteligência artificial para a realização de mapeamentos em entrevistas, por exemplo.

Olhar a transformação digital de dentro da empresa supõe colocar todas as novas tecnologias  ̶  cloud, aprendizado de máquina, data analytics, etc.  ̶  em prol da força de trabalho interna, afirma Zakaluk. “É isso que vai fazer diferença na experiência do funcionário e na produtividade dele no dia a dia”, finaliza.

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