Moeda dos EUA sobe com piora externa e Bovespa recua 2,08%

Cenário:

CRISTINA CANAS , O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2012 | 03h05

Após recuar por cinco sessões seguidas ante o real, o dólar voltou a subir ontem, sob a influência do exterior. Bastou a economia da Espanha dar novas mostras de fraqueza para os investidores fugirem dos ativos de maior risco para a segurança da moeda norte-americana. No fim da sessão, o dólar marcava alta de 0,45%, a R$ 2,0250. Este avanço também endossa a percepção de que o câmbio oscila no Brasil em margens estreitas, sob monitoração do Banco Central, e enfraquece a leitura de alguns especialistas de que a moeda norte-americana caminhava para encostar no piso informal de R$ 2,00, no curto prazo.

Entre as divisas mais prejudicadas durante o dia esteve o euro, que chegou a recuar aos menores níveis em dois anos ante o dólar, na mínima de US$ 1,2144, e acabou negociado a US$ 1,2155 no fim da tarde em Nova York.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que também teve a piora do cenário internacional como pano de fundo, a queda foi superior a 2%, o que colocou o Ibovespa em nível semelhante ao do início da semana, pouco acima dos 54 mil pontos. Ao final da sessão, o Ibovespa estava em 54.194 pontos, em baixa de 2,08%.

Vale, Petrobrás e siderúrgicas contribuíram para o movimento de perdas na Bolsa. A Vale acompanhou a queda do preço do minério de ferro no mercado internacional para o menor nível em mais de oito meses. O papel ON da companhia caiu 2,43% e o PNA recuou 1,79%. Na próxima semana, no dia 25, quarta-feira, a mineradora irá divulgar o balanço referente ao segundo trimestre. Já a Petrobrás seguiu a baixa do petróleo em Nova York. A ação ON da petroleira caiu 2,57% e a PN cedeu 2,24%. O contrato do barril de petróleo com vencimento em agosto recuou 1,32% em Nova York, para US$ 91,44. As siderúrgicas também fecharam no vermelho: Gerdau PN recuou 2,91%, Gerdau Metalúrgica PN teve baixa de 3,67%, Usiminas PNA caiu 3,25% e Siderúrgica Nacional ON perdeu 4,30%.

Na renda fixa, o IPCA-15 de julho, divulgado ontem e que veio acima do esperado, colocou pressão de alta sobre as taxas dos DIs, o que foi verificado principalmente no contrato futuro com vencimento em janeiro de 2014. Porém, as taxas dos DIs com prazos mais longos fecharam em leve baixa, influenciados pelo pessimismo no exterior. O DI para janeiro de 2017 fechou com taxa de 8,90%, ante 8,94% do ajuste de quinta-feira, enquanto DI para janeiro de 2021 marcava 9,49%, ante 9,58% de ontem.

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