Moinhos pedem cota de 4 mi t para importar trigo sem imposto

A indústria processadora de trigo noBrasil pediu ao governo que aumente a cota livre de impostospara importação de trigo de fora do Mercosul, do volume atualde 1 milhão de toneladas para 4 milhões de toneladas, informoua Abitrigo, entidade que reúne os moinhos, nesta quarta-feira. Luiz Martins, presidente do Conselho Deliberativo daAbitrigo, afirmou que o setor não acredita que a Argentinaretomará as exportações de trigo e que, se o fizer, incluirávolumes insuficientes para atender à demanda brasileira. A Argentina é tradicionalmente o principal fornecedor doBrasil, que importa cerca de 70 por cento do trigo queprocessa, mas o vizinho sul-americano tem restringido as vendasexternas nos últimos meses, buscando preservar a oferta localdo cereal. Martins afirmou que os moinhos locais compraram até omomento 600 mil toneladas de trigo dos Estados Unidos e doCanadá para suprir a falta do cereal argentino. "Efetivamente, as importações de trigo de origemnorte-americana e canadense, dentro daquela cota de 1 milhão detoneladas sem tarifa, já está em curso", disse Martins. "Eu diria que nesse momento estão vindo para o Brasil cercade 600 mil toneladas", acrescentou, sem detalhar o volumeespecífico de cada país de origem. Martins afirmou que o pedido da indústria já foiencaminhado ao governo, que está analisando a proposta. "Se o governo não retirar o imposto sobre as outras 3milhões de toneladas, a indústria irá importar esse volumeassim mesmo, infelizmente a um custo maior", declarou. Segundo o dirigente, a eventual incidência da TarifaExterna Comum (TEC) de 10 por cento sobre o trigo importadofora do Mercosul resultaria em um aumento de 16 por cento nopreço final da farinha no Brasil. (Por Roberto Samora)

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