Momento não comporta queda de juros, diz economista

A exemplo da quase totalidade dos analistas, o economista-chefe da Global Station, Marcelo de Ávila, também como dá certa a manutenção da taxa Selic, na reunião de hoje e amanhã do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Entrevistado no programa Conta Corrente, da Globo News, ele considerou improvável uma queda nos juros até mesmo no próximo mês. Isso por que, olhando para trás, a inflação já passou dos 5,5% da meta central fixada pelo Banco Central, e olhando para a frente, também há a perspectiva de que os índices não cederão. Em sua opinião, se o Copom decidisse por um corte de apenas 0,25% na Selic, a autoridade monetária estaria sinalizando que a inflação deixou de ser monitorada. "Neste momento, mesmo com essa melhora do cenário externo, com a inflação nos Estados Unidos relativamente menor do que se estava esperando, o cenário não está deixando você baixar os juros.Entraves ao crescimentoPara Ávila, o País está enfrentando um problema grave que é a falta de investimentos, especialmente em infra-estrutura, com uma redução de mais de 10% no governo Lula. Isso, em sua avaliação, pode provocar uma parada no crescimento econômico, com um conseqüente aumento nos índices da inflação. Ele disse que empresas já estão operando no limite de sua capacidade produtiva. Exemplificando que, na indústria automobilística, já faltam pneus para caminhões.

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