Cláudia Trevisan/Estadão
Cláudia Trevisan/Estadão

Mônica de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional

DILMA

O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2016 | 23h59

‘Caos, com certeza’

“O cenário com Dilma é o mais fácil porque é o cenário de implosão do Brasil. A economia está num enorme estado de desordem. Mesmo que ela sobreviva ao impeachment, a vitória na Câmara não vai lhe conferir força política adicional alguma, na minha opinião, depois ter passado por todo esse questionamento. Vai governar como? Sozinha? O Brasil vai rapidamente para o cenário que conseguiu evitar até agora. Vai ter fuga de capital, crise no balanço de pagamentos, problemas fiscais muito mais severos e não dá para excluir uma possível reestruturação – para não falar na palavra calote – da dívida pública. É um cenário de caos total.”

TEMER

‘Uma incerteza necessária’

“Temos dois lados. O ruim é que o novo governo, entre aspas, não tem tanta legitimidade. Em caso de impeachment, quem entra não foi eleito. Mesmo que todos gostassem – o que não é o caso – de Temer, vice é vice. Tem ainda a questão do papel do PMDB, das figuras que lá estão, da própria linha de sucessão, que é ruim: vem o Eduardo Cunha (presidente da Câmara) e Renan Calheiros (presidente do Senado). O mercado preferiu não ver o que está aí, mas em algum momento haverá reavaliação. O lado bom é que existe uma chance de colocar no Ministério pessoas boas, para fazer o que deve ser feito e dar um choque de confiança.”

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