Monsanto demite 85 de empresa de pesquisa

Readequação da CanaVialis Alellyx incluirá ainda 'ajustes de mais duas ou três [br]pessoas', diz executivo

Gustavo Porto / RIBEIRÃO PRETO, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2010 | 00h00

A Monsanto confirmou ontem a demissão de 85 funcionários de sua empresa de pesquisa em cana-de-açúcar no País, a CanaVialis Alellyx, o que reduziu o quadro do braço da multinacional no Brasil em 25%, de 340 para 275 empregados. Dos demitidos, cerca de 15 eram pesquisadores com nível superior. Os cortes foram distribuídos em várias unidades de pesquisa da empresa, cuja sede é em Campinas (SP).

Segundo o diretor-geral da CanaVialis Alellyx, Ivo Fouto, a redução faz parte de uma readequação à realidade do mercado. Segundo ele, o processo incluirá "ajustes de mais duas ou três pessoas". Outro fator que contribuiu para o corte, diz Fouto, foi o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar, implantado pelo governo federal em 2009, que limitou a cultura em áreas nas quais a CanaVialis Alellyx tinha estações de pesquisa.

A CanaVialis, criada em 2003, e a Alellyx, nascida em 2002, permaneceram companhias de pesquisa independentes dentro da Votorantim Novos Negócios até novembro de 2008, quando foram compradas por US$ 290 milhões pela Monsanto.

O executivo negou rumores de que a Monsanto teria planos de transferir as pesquisas com cana do Brasil para os EUA. "Isso não faz o menor sentido."

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