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Montadoras adotam vale-tudo para vender

Anúncios de feirões com facilidades no pagamento recheiam as campanhas na mídia

Cleide Silva, de O Estado de S. Paulo,

21 de novembro de 2008 | 22h32

Depois dos pacotes de incentivos para facilitar o financiamento de carros, montadoras concentraram ações de marketing na volta dos prazos longos e dos juros mais baixos. Anúncios de feirões com facilidades no pagamento recheiam as campanhas na mídia, mas o consumidor segue desconfiado. Até o dia 20, as vendas apresentavam queda de 20% em relação ao mesmo período de outubro.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise      O Banco do Brasil e a Nossa Caixa anunciaram neste mês linhas de crédito de R$ 8 bilhões para as montadoras financiarem o consumidor. Com parte do dinheiro em caixa, as instituições voltaram a operar com planos de 60 meses e juro zero.   Ainda assim, as condições não se comparam aquelas oferecidas antes da crise. Na disputa pelos clientes em tempos difíceis, montadoras colocam frota à disposição de freqüentadores de bares, garantem parcelas do financiamento em caso de desemprego, dão dinheiro para quem não tiver multa de trânsito e sorteiam carros.   Após dois fins de semana seguidos de feirão na fábrica, a GM decidiu manter as ofertas nas revendas neste sábado e domingo. Vários modelos são oferecidos para pagamento com 20% de entrada e 60 parcelas com juro de 1,48% ao mês. Segundo Rodrigo Rumi, gerente regional, uma das novidades é a proteção financeira para quem adquirir o Celta, o mais barato da marca.   "Garantimos ao comprador o pagamento de quatro prestações em caso de desemprego." A GM também sorteia três carros para clientes que testarem seus carros. Entre as montadoras, a GM é a que apresenta maior queda de vendas de carros e comerciais leves, de 35% neste mês ante outubro. A Renault caiu 28%, a Ford 25%, a Volkswagen 13% e a Fiat 11%.   Mais promoções   A Volks dará R$ 1 mil aos clientes que comprarem carro zero nos feirões que promove em São Paulo, Rio e Porto Alegre e também na rede de revendas. O bônus só poderá ser retirado após um ano, caso o cliente não tenha recebido multa no período. A Volks oferece taxas de 0,2% ao mês para o Gol, mas exige 60% de entrada e o restante em 12 parcelas.Já os importados Bora e Passat têm juro zero na compra parcelada em 24 meses com 50% de entrada.   A Ford vende toda a linha sem entrada, para pagamento em 60 meses e juro de 1,75% ao mês. A Fiat cobra juro de 0,48% para o Palio Fire, com entrada de 50% e saldo em 12 vezes. A marca também sorteia um Palio entre os clientes desse modelo.   A Citroën colocou 24 modelos de luxo C4 Pallas com motoristas para levar clientes da Vila Madalena, tradicional ponto de bares em São Paulo, para casa. A idéia é estimular o contato do consumidor com o carro. Os motoristas são treinados para falar sobre o veículo, que custa a partir de R$ 65 mil.   "Estamos num clima de quem grita mais alto, de quem dá taxa mais baixa, pau a pau, disputando fim de semana a fim de semana", resume a publicitária de uma agência de montadora. Até dia 20 foram licenciados 112 mil veículos, 20% a menos que em outubro, que já tinha sido pior que setembro. O estoque de carros novos, que no início do mês beirava 300 mil unidades, só diminui porque as empresas estão dando férias coletivas.

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