Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Montadoras afastam quase 5 mil em fábricas do ABC e Betim

Metalúrgicos da Ford e da Fiat foram afastados a partir desta segunda-feira por meio de lay-offs e férias coletivas e se unem a outros 12 mil trabalhadores suspensos

Igor Gadelha , Agência Estado

11 Maio 2015 | 16h48

SÃO PAULO - Cerca de 4,6 mil metalúrgicos foram afastados pela Ford e pela Fiat no Brasil a partir desta segunda-feira, por meio de lay-offs (suspensão temporária dos contratos) e férias coletivas. Eles se juntam a outros 12 mil trabalhadores que já tinham sido suspensos por diversas montadoras nos últimos meses, para ajustar produção à baixa demanda por veículos novos, cujas vendas acumulam queda de 19,2% em 2015 até abril no País.

A Ford paralisou totalmente a produção de carros e caminhões em São Bernardo do Campo (SP). Dos cerca de 3 mil metalúrgicos da unidade, a montadora pôs 200 em lay-off a partir desta segunda-feira, por até cinco meses. Os demais funcionários da linha de produção foram colocados em férias coletivas de hoje até 22 de maio. Na mesma fábrica, a empresa mantém 424 trabalhadores em banco de horas desde 23 de fevereiro, por tempo indeterminado.

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Líder de vendas no mercado de automóveis e comerciais leves, a Fiat também concedeu férias coletivas a cerca de 2 mil metalúrgicos da linha de produção em Betim (MG) a partir de hoje, por 20 dias. É a segunda vez que a montadora italiana concede férias coletivas no Brasil, para ajustar a produção à baixa demanda. A companhia já tinha afastado aproximadamente 2 mil dos 19 mil funcionários da fábrica de 9 a 30 de março.

Volks, GM e Mercedes. Na Volkswagen, todos os cerca de 8 mil metalúrgicos da linha de produção da fábrica de São Bernardo também estão em férias coletivas de 4 de maio até esta sexta-feira. A empresa também tem 370 funcionários em lay-off em Taubaté (SP), sendo 120 desde o fim de abril e 250, desde março; em ambos os casos, por cinco meses. A empresa mantém ainda 570 funcionários em lay-off desde o início do mês passado, na fábrica de São José dos Pinhais (PR).

A General Motors (GM), por sua vez, possui 819 metalúrgicos com contratos suspensos no complexo industrial de São Caetano do Sul (SP) desde novembro do ano passado. Eles deveriam ter retornado ao trabalho no último dia 10 de abril, mas a companhia prorrogou o afastamento até 9 de julho. Na mesma unidade, a montadora concedeu licença remunerada a 467 empregados desde a última terça-feira, por tempo indeterminado.

Na semana passada, a montadora americana também anunciou que 325 metalúrgicos entraram em lay-off a partir da última sexta-feira até 7 de agosto, para ajustar a produção à baixa demanda. Eles se juntaram aos 473 metalúrgicos que já estavam com contratos trabalhos suspensos na unidade, desde março até agosto. Com todos esses afastamentos, a GM possui quase 2,1 mil trabalhadores suspensos nas fábricas espalhadas pelo País.

Na Mercedes-Benz, são 850 trabalhadores afastados ao todo. Segundo a empresa, 750 estão suspensos desde maio do ano passado em São Bernardo, sendo 500 até 15 de junho e 250, até 30 de setembro. A montadora tem também 100 metalúrgicos em lay-off até o fim de maio, em Juiz de Fora (MG). Na Volvo, o segundo turno da produção de caminhões foi encerrado em Curitiba a partir de hoje, provocando excedente de 600 trabalhadores. Os funcionários reagiram à medida e deflagraram greve desde sexta-feira, por tempo indeterminado.

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