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Montadoras chinesas acertam compra da Saab

Em processo de concordata, empresa sueca será vendida por apenas 100 milhões

KARL RITTER, ASSOCIATED PRESS, ESTOCOLMO, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2011 | 03h03

Duas empresas chinesas chegaram a um acordo para comprar a montadora de automóveis de luxo sueca Saab, que enfrenta sérias dificuldades financeiras, em um acordo calculado em 100 milhões (US$ 141 milhões), disse ontem a proprietária da empresa, a Swedish Automobile.

A jogada da Zhejiang Youngman Lotus Automobile Co. e da Pang Da Automobile Trade Co. marca a mais recente tentativa de resgate da Saab, que enfrenta problemas de liquidez e tem lutado pela própria sobrevivência desde que foi vendida pela General Motors, em 2010, a uma pequena empresa holandesa especializada em carros de luxo.

A produção nas linhas de montagem da Saab passou a maior parte do ano suspensa, enquanto a empresa tentava pagar as dívidas com seus funcionários e fornecedores. No mês passado, a companhia deu início a um processo de reorganização de suas contas semelhante à proteção oferecida pelo Capítulo 11 da Lei americana de falências e concordatas.

A Swedish Automobile, empresa holandesa antes conhecida como Spyker Cars, disse ter chegado a um entendimento com a Youngman e a Pang Da para vender todas as ações da Saab, e não apenas o controle, como negociado anteriormente.

Da Suécia à China. Se o contrato for concluído e aprovado pelas autoridades, isso significará que as duas montadoras originalmente nascidas na Suécia ficarão nas mãos dos chineses. O grupo chinês Geely Holding já havia comprado a Volvo da Ford Motor por US$ 1,5 bilhão, no ano passado.

"Trata-se de algo fantástico, porque o futuro da empresa foi garantido", disse Victor Muller, diretor executivo da Swedish Automobile, a uma rádio sueca. "Agora, disporemos da estabilidade e dos recursos necessários para executar nosso plano de negócios." Guy Lofalk, encarregado da reestruturação da Saab nos termos da lei de proteção contra concordatas, voltou atrás no seu pedido de encerramento do processo, dizendo que o acordo chinês vai aumentar as chances de um resultado positivo.

Reestruturação. Em documento registrado no Tribunal Distrital de Vanersborg, Lofalk disse que Pang Da e Youngman tinham concordado em financiar a reorganização e também o plano de negócios da Saab.

"Essas novas condições devem ser investigadas antes que possamos tomar uma decisão quanto ao fim da reorganização", disse ele.

As duas empresas chinesas tinham concordado anteriormente em investir um valor bastante superior - 245 milhões - para ficar com 53,9% da Saab, mas o acordo ficou retido na burocracia das autoridades chinesas, sendo cancelado no domingo pela Swedish Automobile.

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