Montadoras da China desafiam indústria brasileira

A entrada das montadoras chinesas no Brasil é um desafio para a indústria nacional e poderá ter impacto "severo" sobre toda a cadeia automobilística, caso esses novos atores decidam importar os carros prontos ou desmontados em esquema de CKD, em vez de produzi-los localmente, conclui estudo do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Cláudia Trevisan, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2011 | 00h00

De acordo com o levantamento, três montadoras chinesas anunciaram desde o ano passado investimentos de US$ 620 milhões no Brasil: Cherry, JAC e Dongfeng. As duas primeiras já têm concessionárias e vendem carros no País. Como quase todas as empresas do país asiático que investem no Brasil, as três são estatais.

Os negócios foram os maiores em setores industriais voltados ao mercado interno e provavelmente serão os primeiros de vários outros envolvendo montadoras chinesas. A grande dúvida é o modelo adotado por essas empresas e o impacto que suas escolhas terão sobre as fabricantes instaladas no Brasil e os fornecedores de autopeças.Por enquanto, a opção têm sido pela importação da China. Se a tendência for mantida, isso poderá levar a uma regressão na estrutura industrial brasileira, diz o estudo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.