Montadoras darão férias coletivas a funcionários

Entre meados de junho e início de agosto, pelo menos 28,5 mil trabalhadores das montadoras, ou 35% do quadro de pessoal, terão ficado em casa por conta de férias coletivas. A dispensa temporária dos funcionários, ou parte deles, tem sido a principal alternativa adotada pelas fabricantes de veículos para reduzir estoques e adequar a produção à demanda do mercado, que está retraída há três meses. A Volkswagen anunciou 20 dias de férias para mil dos 6,5 mil funcionários da fábrica de Taubaté. Em São Bernardo do Campo, 1,5 mil metalúrgicos, ou 10% do efetivo, entraram em férias no dia 30 e voltam dia 19. Na unidade de motores de São Carlos, 250 funcionários, de um total de 500, foram dispensados por 15 dias, com retorno previsto para segunda-feira. Já os 2,5 mil trabalhadores da filial do Paraná foram dispensados por 15 dias. A Fiat, que já havia dado férias de dez dias em junho a 500 funcionários, anunciou nesta semana a dispensa de mais mil pessoas, a partir do dia 21. A montadora também suspendeu a produção na sexta e na segunda-feira, deixando em casa os 8 mil empregados. Ao todo, a Fiat deixa de produzir quase 10 mil automóveis. Na GM, a paralisação entre os dias 23 de junho e 9 de julho atingiu os cerca de 6 mil funcionários da unidade. Os dez dias de férias anunciados para a fábrica do Celta em Gravataí (RS), também envolveu todos os 3 mil funcionários, incluindo os que operam nas autopeças instaladas dentro do complexo. Já em São José, 800 pessoas, de um total de 6 mil, entraram em férias. A Ford dividiu o período de férias em duas etapas em São Bernardo, sendo uma semana em junho e outra em julho, envolvendo os cerca de 3 mil metalúrgicos. Honda e Renault também dispensaram o efetivo nas últimas semanas, mas alegam tratar de manutenção técnica. Já a PSA Peugeot Citroën optou por reduzir em um dia a semana de trabalho na fábrica de Porto Real (RJ).

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