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Montadoras européias também pedem ajuda após ação dos EUA

Empresas temem que pacote americano crie condições desiguais de concorrência e exigem plano de ajuda

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

11 de dezembro de 2008 | 14h10

As montadoras européias temem que o pacote americano crie condições desiguais de concorrência no mundo e pedem também um plano de ajuda para os próximos anos. As principais críticas vem de políticos alemães e de empresas como a Renault, Fiat e Peugeot.   Veja também: Câmara dos EUA aprova plano de resgate para montadoras Auxílio-desemprego tem maior nível em 26 anos nos EUA Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    As montadores européias querem um pacote ainda maior, de US$ 52 bilhões em empréstimos com juros baixos. A medida seria usada para incentivar a troca da frota mais velha por veículos ambientalmente mais adequados e com consumo menor de combustível.   Tanto a Fiat como as franceses Peugeot Citroen e Renault alertam que o pacote americano dificultará suas capacidades de competir em terceiros mercados e mesmo em suas vendas nos Estados Unidos.   Na Organização Mundial do Comércio, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, já alertou que poderia levar o caso aos tribunais internacionais caso o pacote americano mostre ser prejudicial para as empresas européias. O temor é de que o pacote americano crise condições para que as empresas dos Estados Unidos consigam vender carros a preços mais baixos que as montadoras européias.   Não por acaso, o governador do estado alemão da Saxônia, Christian Wulff, qualificou o pacote de "ilegal". A região governada por ele é a sede da Volkswagen. Para a Associação de Fabricantes de Veículos da Alemanha, Matthias Wissman, seus membros também precisam de ajuda.   "Queremos condições iguais de concorrência entre americanos e europeus", afirmou. Na Alemanha, a previsão é de que a venda de carros caia em 6,5% em 2009. A taxa seria a pior desde 1990, quando a Alemanha passou por seu processo de reunificação.   No país, o setor emprega uma de cada oito pessoas. Mas há também na Europa quem considere que o mercado americano precisa ser ajudado. A alemã Daimler será uma das que mais se beneficiará. O mercado americano é um dos mais lucrativos para a empresa que fabrica o Mercedes-Benz.   Depois de perder 61% no valor de suas ações, a decisão de quarta-feira nos Estados Unidos fez a empresa ganhar terreno no mercado financeiro. A BMW também viu suas ações subirem em 2,3%. Mas em geral as bolsas não mantiveram o mesmo desempenho.   Para Klaus Lippold, presidente do comitê de Transporte do Parlamento alemão, uma queda no mercado americano terá "sérias conseqüências" para as montadores européias. Para ele, um pacote nos Estados Unidos, mesmo que crise desvantagens para as empresas européias, seria melhor que deixar o mercado desabar.   Hoje, as empresas alemãs já começam a reduzir o horário de trabalho de seus funcionários. Em novembro, a Daimler e a BMW sofreram quedas de vendas de 25% e deram férias coletivas a muitos trabalhadores. Na Volkswagen, as férias de Natal foram ampliadas.

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