Montadoras querem redução de IPI para híbridos e elétricos

Imposto hoje é de 25%, mas pode ser até zerado; Anfavea diz que integrará grupo interministerial que discute, entre outras coisas, etanol como combustível de alguns desses automóveis 

Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

05 de julho de 2013 | 19h00

BRASÍLIA - As montadoras de veículos pediram nesta sexta-feira, 5, ao governo federal a redução do IPI para importação de uma cota de veículos híbridos e elétricos até 2017.

A proposta foi apresentada pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.

O Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) para esses carros é de 25%. As montadoras pedem que o tributo seja reduzido ou mesmo zerado, como forma de baratear o produto.

Pela proposta, seria permitida a importação de veículos dentro de uma cota que começaria em 450 veículos por ano, por montadora, em 2013. Em 2017, a cota chegaria a 2,4 mil veículos anuais por empresa.

Ao mesmo tempo, seria dado o incentivo tributário para empresas que queriam produzir no Brasil autopeças para esse tipo de veículo, que teriam de começar a ser montados no País em 2020, quando esse outro incentivo terminaria.

Planos. Luiz Moan diz que a Anfavea participará de grupo interministerial que avalia fabricação de híbridos e elétricos no Brasil.

"A Anfavea será incluída nesse grupo para auxiliar o governo", afirmou o executivo.

Moan disse também que o etanol poderá ser o combustível a ser utilizado em uma das seis categorias desses veículos.

"O etanol pode ser o grande combustível para movimentar esse tipo de veículo", afirmou, referindo-se aos veículos movidos a célula de combustível.

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