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Montadoras reduzem período de férias

As fabricantes de veículos terão período reduzido de férias coletivas neste fim de ano, a exemplo do que ocorreu em várias delas em 2009. Normalmente, a parada média era de 20 dias e este ano será de 10. O setor se prepara para confirmar produção recorde de 3,64 milhões de veículos, 14,4% ante o ano passado.

Cleide Silva e João Carlos de Faria, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2010 | 00h00

A maioria dos funcionários das quatro fábricas da Volkswagen em São Bernardo do Campo, Taubaté e São Carlos (SP) e no Paraná só vai parar três dias no Natal e três no Ano Novo, informou a empresa. Alguns terão dez dias de descanso, que foram compensados, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Na General Motors, os trabalhadores de São José dos Campos (SP) terão uma semana de folga, enquanto em São Caetano do Sul (SP) e Gravataí (RS) haverá férias de duas semanas. Segundo a montadora, são períodos similares aos do ano passado.

Dez dias também é o período em que os empregados da unidade de automóveis da Ford de São Bernardo do Campo e de Camaçari (BA) ficarão em casa. Já a unidade de caminhões do ABC, que no ano passado parou por duas semanas, não terá a produção interrompida, a não ser nos fins de semana.

A mineira Fiat dispensará o pessoal por 10 dias, em média, repetindo estratégia do ano passado. Na Renault/Nissan, no Paraná, serão duas semanas de férias. O período mais longo de dispensa, de 20 dias, será na fábrica da PSA Peugeot Citroën, em Porto Real (RJ), outra que não alterou as férias coletivas de 2009.

A curta parada nas três montadoras do Vale do Paraíba (Ford, GM e Volkswagen, que juntam empregam 15,5 mil trabalhadores), preocupa os sindicalistas locais que reivindicam mais contratações para diminuir a carga horária dos funcionários.

"Produzimos 50 mil veículos a mais que no ano passado, nas plantas daqui e de São Caetano, com 2,4 mil trabalhadores a menos", reclama o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antonio Ferreira de Barros.

Segundo ele, os trabalhadores fizeram diversas discussões e vão exigir a abertura de pelo menos 1,5 mil vagas na unidade local da GM em janeiro. O número de lesionados e acidentes de trabalho aumentou por causa do ritmo acelerado de produção, disse Barros, sem dar números.

O setor de eletroeletrônicos em Manaus (AM) também opera a todo vapor e cerca de 80 mil trabalhadores serão dispensados apenas por 10 dias. No ano passado foram 20 a 30 dias, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Zona Franca.

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