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Monti enfrenta sindicatos na Itália devido a reforma trabalhista

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, deu início nesta terça-feira a um esforço final para alcançar um acordo com os sindicatos sobre uma reformulação das leis trabalhistas destinadas a criar empregos e sustentar reformas mais amplas para a fraca economia da Itália.

REUTERS

20 de março de 2012 | 09h32

O ex-Comissário Europeu abriu discussões informais sobre uma série de questões controversas na parte da manhã, antes de uma reunião com dirigentes sindicais às 11h30 (horário de Brasília) a fim de tentar chegar a um acordo sobre como diminuir as proteções legais aos trabalhadores.

O governo argumenta que as regras contribuíram para anos de baixas taxas de emprego e crescimento econômico mínimo, mas o maior sindicato está resistindo às mudanças.

Quatro meses depois de ser convocado para resgatar a Itália de uma crise da dívida parecida com a da Grécia, Monti foi aclamado por agir onde seu bilionário predecessor Silvio Berlusconi tinha, aos olhos de muitos, oferecido pouco mais do que retórica e distração.

À frente de um governo de tecnocratas que recebeu a aprovação de parceiros da União Europeia (UE) -e dos credores da Itália- Monti já conseguiu a aprovação de um pacote de austeridade no valor de 33 bilhões de euros para tentar impedir a deterioração das finanças públicas. Ele fez os italianos engolirem cortes drásticos nas provisões futuras de aposentadorias e acabou com uma série de regulamentações sobre empresas de serviços.

Mas Monti, que fez da reforma do mercado de trabalho uma prioridade para seu governo, enfrenta um grande desafio ao tentar cumprir a promessa de negociar um acordo sobre as reformas do mercado de trabalho.

Se não conseguir convencer os líderes sindicais, que temem já terem aberto mão de muita coisa em meio à atmosfera de emergência nacional, pode haver greves em massa e tumultos dentro da coalizão parlamentar de esquerda-direita de Monti.

O primeiro-ministro prometeu avançar com as reformas de qualquer maneira, estabelecendo um prazo até o final do mês para alcançar um compromisso viável. E independente do que acontecer nesta terça-feira, os argumentos devem se deteriorar.

A reunião está sendo observada de perto pelos investidores como um indicador de até onde Monti pode ir, e com que rapidez.

Os empregadores se queixam de que as regulamentações estão desencorajando as contratações e sufocam a produtividade.

(Reportagem de Steve Scherer; reportagem adicional de Gavin Jones, Francesca Piscioneri e Catherine Hornby)

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