Monti obtém voto final de confiança do Parlamento italiano

Novo governo tem a missão de aprovar medidas emergenciais para reorganizar a economia do país

Renan Carreira, da Agência Estado,

18 de novembro de 2011 | 13h16

ROMA - O novo governo do primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, ganhou por ampla maioria, 556 votos contra 61, um voto de confiança final na Câmara Baixa do Parlamento nesta sexta-feira, 18, pavimentando o caminho para seu "governo de compromisso nacional" aprovar medidas econômicas urgentes com o objetivo de reiniciar os esforços econômicos do país e evitar um colapso da zona do euro.

Em um discurso à Câmara Baixa mais cedo, Monti disse que espera que seu novo governo seja um sucesso, apesar dos desafios extremamente difíceis que enfrenta, com investidores seguindo preocupados sobre o contágio da crise da dívida soberana na zona do euro.

O primeiro-ministro também afirmou que vai se encontrar na próxima semana com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, assim como vai a Bruxelas para se reunir com chefes das instituições da União Europeia.

O novo governo se reunirá na próxima segunda-feira no primeiro encontro do gabinete, que deve começar a discutir as primeiras medidas a serem adotadas.

Ministro não vê motivos para mudar regras do BC europeu

O primeiro-ministro disse também que não vê qualquer razão para mudar as regras do Banco Central Europeu (BCE), destacando que as políticas monetárias precisam ser claramente separadas das responsabilidades políticas.

 

"Minha prioridade internacional é (lidar) com a situação da zona do euro", ressaltou o primeiro-ministro italiano.

Monti também disse que a Itália, que está lutando para adotar medidas a fim de impulsionar sua anêmica economia e reduzir a enorme dívida, planeja desempenhar um papel "mais ativo" nas próximas reuniões da União Europeia nas próximas semanas.

O novo gabinete italiano se reunirá na segunda-feira para começar a discutir as novas medidas econômicas para o país, declarou Monti.

As informações são da Dow Jones.

(Texto atualizado às 14h20)

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