Monti promete continuar reformas fiscais e econômicas na Itália

Não podemos interromper as reformas depois de um poucos resultados iniciais positivos, disse o premiê 

Agência Estado,

29 de agosto de 2012 | 10h57

BERLIM - O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, prometeu hoje que continuará fazendo reformas fiscais e econômicas abrangentes em seu país e reiterou a convicção de que os líderes da União Europeia (UE) chegarão a uma acordo sobre instrumentos especiais que possam ser necessários para reforçar a união monetária.

Em entrevista coletiva após reunião com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em Berlim, Monti disse que todos os membros da UE concordam que disciplina fiscal e reformas estruturais são cruciais e o governo italiano está mais adiantado em relação a outros países na implementação de mudanças.

"Não podemos interromper as reformas depois de um poucos resultados iniciais positivos", disse Monti, que citou o bom resultado de um leilão de títulos federais realizado esta semana como prova de que os mercados financeiros têm confiança nas medidas tomadas por sua administração.

Monti também demonstrou divergir de Merkel, que alega que as leis atuais impossibilitam dar ao Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês), o futuro fundo de resgate da região, uma licença bancária que o autorizaria a usar fundos do Banco Central Europeu (BCE).

"Isso pode ser verdade agora, mas precisamos ver todas as questões como parte de um mosaico", disse Monti. "A licença bancária é uma destas questões e pode ser adotada via tratado, se assim for decidido", completou.

Monti disse estar "muito confiante" de que a UE será capaz de desenvolver as ferramentas apropriadas de governança para seu futuro. "A Europa oferece aos seus membros uma perspectiva de longo prazo e a exige isso deles também", afirmou.

Monti comentou ainda que "existe um papel" para todas as instituições, incluindo o BCE, nos esforços para lidar com a crise fiscal que afeta a região. As informações são da Dow Jones.

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