Moody´s cita Brasil entre países com inflação <BR> alta na AL

A Moody´s considera que os recentes temores de deflação na América Latina se devem a uma interpretação equivocada da contração dos preços em vários países da região verificada em maio. "Esta conclusão (de que há sinais de deflação iminente na América Latina) é prematura e irrealística, porque os dados mensais contêm amplas flutuações e são sujeitos a variações sazonais", diz relatório da agência, para a qual a inflação é medida mais acuradamente pelos índices de preços ao consumidor em bases anuais.A Moody´s cita o Brasil entre os países da região em que a inflação continuou alta, em dois dígitos, em maio. Outros países citados no mesmo caso foram Argentina, Costa Rica, Uruguai e Venezuela. A Moody´s prevê uma desaceleração na taxa de inflação na América Latina, mas não uma deflação, como resultado, sobretudo, do declínio dos preços mundiais do petróleo.Segundo a Moody´s, a antecipação de taxas mais baixas de inflação vai beneficiar a América Latina de várias formas. Primeiro, vai reduzir o prêmio de risco e potencialmente pressionar para baixo os custos de empréstimos, sobretudo para os países que têm taxas historicamente altas de inflação. "Isso vai permitir que os governos invistam mais recursos em desenvolvimento econômico e programas sociais do que no serviço da dívida", diz o relatório da Moody´s. A agência opina que os países que recorreram a programas do FMI têm mais probabilidades de cumprir as metas de inflação, enviando assim um sinal positivo para o mercado. Por fim, afirma, uma taxa menor de inflação ajudará a dar mais credibilidade às autoridades monetárias e aos governos e facilitar a transição para a meta de inflação em alguns países.

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