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Moody's coloca o Brasil a um passo do grau de investimento

Agência acompanhou a classificação que já havia sido dada pela Stantard & Poor´s e a Fitch

Agência Estado,

23 de agosto de 2007 | 16h55

A agência de classificação de risco Moody´s elevou a nota do Brasil em um nível, acompanhando o que já havia sido feito este ano pelas outras duas mais importantes agências do mundo, a Standard & Poor´s e a Fitch. Agora, o Brasil está a um degrau do "grau de investimento" nas três agências. O grau de investimento indica que um país tem baixo risco de calote.As principais notas de títulos do governo em moeda estrangeira e moeda local foram elevadas pela Moody´s de Ba2 para Ba1. A Moody's afirmou em comunicado que a elevação reflete a "melhoria observada no perfil de endividamento geral do governo, a antecipação de uma redução mais acelerada dos indicadores de endividamento do governo no futuro próximo e a esperada continuação de fortalecimento dos indicadores de dívida externa". A agência elevou também o teto soberano para os títulos em moeda estrangeira, de Ba1/NP para Baa3/P-3, marcando a primeira vez em que foi concedido grau de investimento ao teto soberano para títulos em moeda estrangeira. Contudo, este não é considerado rating.   Este teto para os títulos em moeda estrangeira baseia-se na classificação dos títulos do governo em moeda estrangeira e, na avaliação da Moody's de um risco moderado de moratória na eventualidade de um calote do governo. O teto soberano para depósitos bancários em moeda estrangeira também foi elevado de Ba3 para Ba2. "Os indicadores de vulnerabilidade externa do Brasil têm apresentado reduções contínuas", disse o analista sênior da Moody's, Mauro Leos. "A contínua acumulação de reservas internacionais propicia um colchão financeiro e deve servir como defesa contra choques externos, que poderiam se materializar na eventualidade de um ciclo adverso de eventos atingir a economia brasileira". Decisão não causa entusiasmo Analistas do mercado financeiro, que participam hoje do 3º Congresso Internacional de Derivativos e Mercado Financeiro, promovido pela B&MF, em Campos do Jordão, receberam bem, mas sem entusiasmo, a notícia de que a Moody's elevou hoje o rating da moeda local e estrangeira do Brasil para Ba1. A notícia é considerada positiva para o País, principalmente no momento que os mercados financeiros de todo mundo passam por uma turbulência, mas ela não deve mexer com os ativos domésticos nos próximos dias, porque, com a medida, a agência de classificação de risco apenas igualou o rating já concedido por outras agências ao País. "É uma notícia velha, mas de qualquer forma positiva", comentou um dos participantes do evento. Outra fonte comentou que, se a decisão veio tardiamente, pelo menos encontrou um ambiente pouco amigável, podendo trazer dessa forma um viés mais positivo para os negócios. As fontes preferiram não se identificar, alegando que não estão acompanhando os impactos das notícias domésticas e internacionais no mercado brasileiro por estarem participando do congresso.  

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