Moody's emite alerta sobre setor imobiliário da China

A Moody''s alterou a perspectiva para o setor imobiliário da China para negativa, projetando uma "significativa desaceleração" na venda de imóveis residenciais, elevados estoques e aperto na liquidez durante um período de um ano. A perspectiva para o setor era estável desde novembro de 2012.

AE, Agencia Estado

21 de maio de 2014 | 01h21

A expectativa da agência de classificação de risco é de um crescimento de até 5% no crescimento das vendas, informou Franco Leung, analista e vice-presidente assistente da Moody''s. Em 2013, as vendas contratadas na China subiram 26,6%.

Esse crescimento mais fraco nas vendas é influenciado pelas condições de liquidez mais apertadas na China, assim como pelo aumento nos custos das hipotecas e pela expectativa de queda nos preços dos imóveis e de desaceleração no Produto Interno Bruto (PIB).

Os estoques nas principais cidades chinesas acompanhadas pela Moody''s era de cerca de 14 meses no fim de abril, aproximando-se dos 16 meses observados em fevereiro de 2012. "Esses elevados níveis de estoques enfraquecerão o poder de precificação das incorporadoras e pressionarão o capital de giro e as margens de lucro durante o período projetado", escreveu a Moody''s, em comunicado. A agência também espera que a liquidez das companhias piore.

A Moody''s lembrou que os bancos estão demorando mais para aprovar a distribuição hipotecas nos últimos meses. Com gastos de construção, pagamentos por terrenos e vencimento de bônus no exterior, as companhias com uma qualidade de crédito relativamente fraca estarão mais vulneráveis e os riscos de refinanciamento irão aumentar, alertou a Moody''s.

Ainda assim, medidas recentes do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) sugerem que há medidas disponíveis para apoiar a indústria.

Já as empresas acompanhadas pela Moody''s, que possuem operações muito mais amplas, controle financeiro prudente e boa liquidez quando comparadas ao restante do setor, estarão melhor posicionadas para suportar as condições desafiadoras, disse a agência. A qualidade de crédito da maioria delas deve permanecer estável.

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