Moody's pode rebaixar nota da Cemig e suas controladas

A agência de classificação de risco Moody's colocou ontem os ratings da estatal mineira de energia Cemig e de suas controladas Cemig-D e Cemig-GT em revisão para um possível rebaixamento, citando deterioração das métricas de crédito.

Reuters/O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2014 | 02h08

Atualmente, a Cemig tem rating em escala global Ba1 pela Moody1s, enquanto a Cemig Distribuição e a Cemig Geração e Transmissão têm nota Baa3.

Segundo a Moody's, a revisão da Cemig-D reflete a deterioração das métricas de crédito da companhia como resultado do impacto negativo do Terceiro Ciclo de Revisão Tarifária.

"Nós também estimamos que a Cemig D, assim como outras companhias de distribuição no Brasil, pode enfrentar significativa pressão na liquidez em 2014, diante de maiores custos relacionados à compra de energia térmica como resultado da continuidade das condições apertadas de fornecimento de energia com condições desafiadoras de hidrologia no País", acrescentou a Moody's.

Já no caso da Cemig GT, a revisão deve-se à não renovação das concessões de geração de energia que totalizam 642 megawatts (MW) e serão devolvidas ao governo federal em 2017. Além disso, a revisão considera o potencial retorno à União de 1.819 MW em energia asseguradas da hidrelétricas Jaguara, Miranda e São Simão, pendente de decisão da Justiça.

A Moody's menciona ainda significativa redução das receitas operacionais (R$ 336 milhões por ano) e do Ebitda - sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização - como resultado da renovação antecipada e onerosa das concessões de transmissão de energia.

"Não obstante, é o objetivo da Cemig compensar o impacto negativo significativo da perda de capacidade de geração, como resultado da Medida Provisória 579 (de renovação das concessões do setor elétrico), por meio de aquisição ambiciosa e programa de joint venture", acrescentou a Moody's.

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