Moody's prevê contração de 3% no PIB do Brasil em 2016

De acordo com a agência, a depreciação de 26% do real em 2015 ajudou a impulsionar as exportações, que subiram 10,7% em volume no ano passado

Francine De Lorenzo, O Estado de S. Paulo

18 Fevereiro 2016 | 13h44

A agência de classificação de risco Moody's prevê que o Brasil sofrerá uma contração econômica de cerca de 3% neste ano, antes de se estabilizar em 2017. Em relatório, a agência destaca que "a queda acumulada de 6,6% no PIB será a maior desde ao menos 1980".

A depreciação de 26% do real em 2015, pontua a Moody's, ajudou a impulsionar as exportações, que subiram 10,7% em volume no ano passado, mas não foi suficiente para compensar as perdas em investimentos e o desemprego, num ambiente em que a confiança dos empresário recuou ao menor nível já registrado.

Além disso, a agência ressalta que a desvalorização cambial já ocorrida e qualquer enfraquecimento adicional que possa vir ocorrer ajudará a manter a inflação elevada ao menos neste ano.

"Conforme a resolução do escândalo da Petrobrás progrida, um câmbio competitivo e baixos preços de ativos podem atrair investimentos novamente e permitir à economia dar início a uma lenta recuperação. Entretanto, o fomento de novos setores para substituir as commodities levará anos. Nós não vislumbramos um crescimento do PIB de mais de 2% ao longo de cada um dos próximos cinco anos", avalia a Moody's.

Os comentários fazem parte de um relatório mundial divulgado nesta quinta-feira, no qual a agência estima que o crescimento do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) ficará praticamente estável em 2016-2017. A previsão é que a expansão do PIB do G-20 seja de 2,6% em 2016, semelhante ao registrado ano passado, e avance ligeiramente, para 2,9%, em 2017.

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