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Moody's rebaixa Irlanda após UE criar fundo anticrise

A agência de classificação de risco Moody's desaprovou nesta sexta-feira os esforços da Europa para combater a crise de dívida, cortando a nota de crédito da Irlanda em cinco graus, apesar do resgate concedido ao país pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

PADRAIC HAL, REUTERS

17 de dezembro de 2010 | 09h12

O incomum e forte rebaixamento vem em meio a uma cúpula da UE, realizada com o objetivo de restaurar a confiança do mercado ao criar uma rede de segurança financeira permanente para a zona do euro a partir de 2013, com os líderes prometendo fazer o que for preciso para proteger a moeda comum.

A Moody's reduziu a avaliação de crédito da Irlanda de "Aa2" para "Baa1" com perspectiva negativa, e alertou que mais rebaixamentos podem acontecer se Dublin não for capaz de estabilizar seus problemas de dívida -- originados na crise bancária que sucedeu o estouro de uma bolha imobiliária.

A notícia da redução de rating chegou no segundo dia de negociações entre os 27 líderes da UE, reunidos com o objetivo de impedir a propagação da crise que afetou Grécia e Irlanda para outros países endividados, como Portugal e Espanha.

Na quinta-feira, a Moody's aumentou os temores do mercado sobre a Grécia, primeiro país da zona do euro a receber um resgate, dizendo que o rating grego está em revisão para possível corte devido a incertezas sobre a capacidade do país em reduzir o endividamento.

Ainda nesta semana, a Moody's colocou a dívida da Espanha para revisão e a Standard & Poor's disse que pode cortar a nota de crédito da Bélgica no ano que vem.

"Os eventos recentes demonstraram que o desgaste financeiro de um Estado-membro pode rapidamente ameaçar a estabilidade macrofinanceira da UE como um todo, através de vários canais de contágio", disse um esboço obtido pela Reuters do comunicado final da cúpula da UE.

"Isso é particularmente verdadeiro para a zona do euro, onde as economias, e especialmente os setores financeiros, são estreitamente interligados."

Na primeira sessão da cúpula, os líderes rejeitaram os pedidos por medidas imediatas, como ampliar o fundo de resgate temporário, permitir que seu uso para comprar bônus seja flexibilizado ou abrir linhas de crédito antes que os países endividados percam acesso aos mercados.

Com a insistência da Alemanha, os líderes disseram que o mecanismo anticrise de longo prazo -- que será acrescentado ao tratado da UE -- só será ativado "se for indispensável para salvaguardar a estabilidade do euro como um todo".

Uma fonte da delegação francesa disse que os líderes também discutiram a proposta de emitir bônus conjuntos da zona do euro, algo que encontra forte oposição da Alemanha. Não houve consenso sobre a medida, porém.

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