Morador de favela já pode ter seguro contra bala perdida

O repositor de mercado Josemilton da Costa Barros mal consegue falar do novo "investimento". A cada frase e meia inclui um "Deus me livre que isso aconteça", mas está certo de que fez um bom negócio. Ele contratou há duas semanas um seguro por morte acidental que cobre até ocorrências com bala perdida.

AE, Agencia Estado

24 de fevereiro de 2010 | 10h05

Josemilton mora na favela da Rocinha, no Rio, uma das duas localidades escolhidas pela Bradesco Seguro e Previdência para lançar um produto inédito voltado para as classes C, D e E. Em São Paulo, o seguro está sendo oferecido aos moradores da favela de Heliópolis, na zona sul da capital.

O novo produto é um projeto-piloto da seguradora para entrar no mercado de microsseguros, que deve ser regulamentado ainda este ano no Brasil. Mais do que um "seguro popular", que pode ser oferecido a clientes de qualquer classe social, o microsseguro é um produto direcionado exclusivamente à baixa renda, como uma forma de inclusão e até de assistência social. Nessa primeira etapa, o seguro da Bradesco Seguro e Previdência é voltado para pessoas que tenham entre 20 e 50 anos de idade e sejam clientes das agências do banco localizadas nas duas favelas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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