Morales defende ´reformas profundas´ para o Mercosul

O presidente da Bolívia, Evo Morales, antecipou na quarta-feira que vai sugerir "outro modelo" de integração sul-americana se o Mercosul e a Comunidade Andina nãoaplicarem uma "profunda reforma", que resolva os problemaseconômicos do povo.Morales falou na cidade de Cochabamba, no centro do país, que visitou horas antes de viajar ao Rio de Janeiro para participar da cúpula do Mercosul.O líder boliviano justificou assim sua decisão de solicitar a incorporação de seu país como membro pleno do Mercosul. A Bolívia é associada do bloco, assim como Chile, Equador, Colômbia e Peru."Se a Bolívia entrar para o Mercosul, será para fazer profundas reformas", porque "o bloco deve servir para buscar soluções para os setores mais abandonados historicamente da América do Sul", afirmou.Segundo Morales, o mecanismo econômico de integração deve dar prioridade a pequenos produtores, associações, cooperativas e empresas comunitárias. Ele afirmou que sua proposta abrange também a Comunidade Andina de Nações, da qual é o atual presidente e que pretende reativar."Até agora o que descobri na CAN e no Mercosul é que sãoinstrumentos econômicos somente para os empresários, para gente poderosa, e não para gente pobre", criticou o governante boliviano.Ele avisou que "se os outros países não ouvirem o apelo, alguns presidentes terão a obrigação de, ao lado das forças sociais da América do Sul, criar outros modelos, outros sistemas de integração, que resolvam o problema econômico do povo".Morales concluiu que encontrar uma solução "será um desafio" para os líderes da região.

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