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Morales garante que não estatizará investimentos

O presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, declarou hoje, no Itamaraty, que vai manter a proteção aos investimentos privados em seu país e que não haverá nenhuma iniciativa de estatização. Morales ressaltou que a Bolívia precisa de investimentos públicos e privados, mas que espera que esses investidores tornem-se sócios. Ele disse claramente que a Petrobras será sócia da Yacimientos Petrolíferos Fiscales de Bolívia, antiga empresa estatal, que foi desmobilizada nos anos 80 e que será recriada em seu governo. O presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, encontra-se com o presidente Lula durante 2 horasO assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, já havia antecipado que, no encontro de mais de duas horas que teve há pouco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, Morales comprometeu-se a manter a segurança jurídica dos investimentos estrangeiros em petróleo e gás naquele país. Garcia afirmou ainda que Morales deixou claro que os investimentos da Petrobras na Bolívia, que somam US$ 1,5 bilhão não serão estatizados. Morales destacou ainda que a Bolívia se mantém como proprietária dos recursos naturais do País. Ele foi enfático ao afirmar que seu governo será radical apenas com as empresas que não pagam impostos e que são contrabandistas. A rigor, as empresas que praticam esse delito são bolivianas e especializadas na produção de gás de cozinha.BiodieselDa conversa com o presidente Lula, Morales afirmou que escutou com atenção as explicações sobre o projeto de produção de biodiesel. Ele lembrou que o gás, a principal riqueza natural do seu País, é um recurso não renovável e que por isso foi importante a gestão do Brasil sobre o biodiesel.Ainda durante a conversa também foi assinalado que a partir do dia 22, quando Morales tomará posse, equipes do Brasil e da Bolívia se reunirão para formular acordos e protocolos bilaterais. Ele não apontou, entretanto, as áreas que seriam envolvidas.Evo Morales disse também que pediu a Lula que telefone para ele toda vez que estiver errado, de forma a ajudá-lo a resolver os problemas. "No Brasil, eu não vim negociar, nem pedir. Mas quero a orientação do presidente Lula", afirmou Morales, logo depois de mencionar que o governo da Espanha se prontificou a perdoar boa parte da dívida com a Bolívia e que a China mostrou-se disposta a investir no País.

Agencia Estado,

13 de janeiro de 2006 | 17h09

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