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Morales mantém data limite para novos contratos com petrolíferas

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que não ampliará o prazo para assinar novos contratos com as empresas petrolíferas, que termina dia 31 de outubro próximo, alegando que perdeu várias semanas por causa de uma "conspiração" de algumas das empresas e da oposição interna."Vamos acelerar as negociações. Nunca pensamos em ampliar os prazos para os novos contratos", disse Morales em entrevista coletiva à imprensa estrangeira horas antes de começar uma viagem à Guatemala, Cuba e à sede da ONU em Nova York.Morales reclamou que "é muito difícil negociar" com a Petrobras, mas reafirmou sua confiança num entendimento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chegar a um acordo. Ele prevê uma solução logo depois das eleições presidenciais de 1 de outubro.Na opinião do presidente boliviano, um aumento no preço do gás vendido pela Bolívia não vai afetar muito o Brasil, que "potência". "O país produtor tem que se beneficiar e nós queremos sair do subdesenvolvimento aproveitando muito bem nossos recursos naturais", argumentou.Segundo Morales, a Bolívia não quer "chantagear nem criar problemas para os países que compram gás", como a Argentina e o Brasil. "Avançamos com a Enarsa, da Argentina, e com o Governo argentino", lembrou, afirmando seu "respeito" pelo presidente Nestor Kirchner.Segundo Morales, o "complô" da oposição interna e de algumas multinacionais "momentaneamente prejudicou" a nacionalização dos decretada em maio."Perdemos algumas semanas nas negociações com as empresas, porque os mesmos que privatizaram os recursos naturais em Governos anteriores hoje atentam contra a nacionalização dos hidrocarbonetos", acusou."Algumas petrolíferas internacionais devem estar por trás dessa campanha", acrescentou o presidente.Para ele, as manifestações de sexta-feira em quatro dos nove departamentos do país foram parte da mesma "conspiração".Em resposta, o presidente anunciou um reforço da equipe governamental do setor com quatro ministros "para acelerar os novos contratos". Ele considerou os contratos das petrolíferas com Governos anteriores "inconstitucionais", afirmando que os gerentes de várias multinacionais estão de acordo.O líder socialista boliviano disse ainda que seu projeto "é algo inédito no mundo todo", porque a nacionalização "não expropria, não indeniza, nem expulsa ninguém". Ele agradeceu o apoio da Venezuela, mas, numa autocrítica, reconheceu que sua administração não está "aproveitando muito bem os convênios assinados" com Hugo Chávez.Pelos cálculos do Governo, a Bolívia precisa de US$ 650 milhões para aumentar os volumes de exportação, industrializar os hidrocarbonetos e instalar novos gasodutos.

Agencia Estado,

12 de setembro de 2006 | 08h08

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