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Morales mantém no cargo ministro demissionário

O presidente da Bolívia, Evo Morales, ratificou na quarta-feira o nome de Andrés Soliz Rada como ministro dos Hidrocarbonetos, apesar do seu pedido de demissão. O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia - principal condutor do processo de nacionalização do gás - entrou em conflito com parlamentares de oposição do Senado do país, que aprovaram uma moção de censura contra ele.Nesses casos, a constituição boliviana prevê que o ministro deve pedir a renúncia, o que foi feito por Soliz Rada. O ministro dos Hidrocarbonetos tem sido alvo de críticas por parte de parlamentares bolivianos, que cobraram mais rapidez no processo de nacionalização do gás.Em depoimentos no Congresso, que resultaram na moção de censura, o ministro responsabilizou a Petrobras pelo atraso no processo, já que a empresa brasileira não estaria aceitando ajustes no preço do gás, deixando a estatal boliviana YPFB sem recursos para administrar as empresas nacionalizadas.Soliz Rada é o principal crítico da Petrobras na Bolívia e um dos aliados de Evo Morales, a quem chamou de "companheiro e irmão", na sua carta de demissão.Em um dos três parágrafos do texto, ele diz: "Nós dois sabemos que por trás da censura à minha pessoa, decidida pela maioria opositora no Senado, estão as forças que pretendem que a Bolívia volte à sua condição de semicolônia dos centros do poder mundial, aliados às oligarquias que exploraram nosso povo durante 500 anos".Os senadores da oposição aprovaram uma moção de censura contra Rada sem a presença da maioria governista. A decisão foi contestada pelos senadores que apóiam o governo Evo Morales sob a alegação de falta de quórum para uma decisão desse tipo. Além da moção, os senadores criaram uma comissão parlamentar para investigar denúncias de corrupção na Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

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