Morales ordena que militares desocupem campos petrolíferos

O presidente da Bolívia, Evo Morales, ordenou hoje às Forças Armadas de seu país que desocupem as instalações petrolíferas que mantêm controladas desde 1º de maio, dia em que La Paz decretou a nacionalização de hidrocarbonetos (gás e petróleo).O líder boliviano deu a instrução durante um discurso perante os altos comandantes militares do país. "Ordeno que as Forças Armadas deixem os campos petrolíferos após participar patrioticamente na nacionalização dos hidrocarbonetos", disse Morales.Um total de 56 instalações petrolíferas foram ocupadas de forma pacífica desde o início do mês por 3.139 militares, segundo relatórios oficiais.Morales expressou seu agradecimento ao alto comando militar por esse trabalho, por ter completado sua missão de garantir a terceira nacionalização dos hidrocarbonetos em seu país.Na história da Bolívia, dois Governos militares - o de David Toro e o de Alfredo Ovando Candia - nacionalizaram em 1937 e em 1969, as petrolíferas americanas Standard Oil e Gulf Oil, respectivamente.Empresas afetadasA medida decretada em 1º de maio por Morales afetou uma dúzia de companhias multinacionais, entre elas a Petrobras, a hispano-argentina Repsol YPF, a francesa Total e as britânicas British Gas e British Petroleum.Essas empresas foram obrigadas a entregar sua produção à estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), que agora assumirá também o controle das reserva de gás e de petróleo que estavam nas mãos das multinacionais.

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