Morales reitera prazo para novos contratos com petrolíferas

O presidente da Bolívia, Evo Morales, reiterou nesta segunda-feira que o prazo para as petrolíferas assinarem novos contratos com o país, que vence no próximo sábado, se mantém invariável. "Há um decreto supremo. Ontem (domingo) ratificamos que as leis bolivianas devem ser respeitadas", disse Morales em alusão ao decreto que assinou em 1º de maio para nacionalizar os hidrocarbonetos, no qual fixou 180 dias para que as petrolíferas assinem novos contratos se quiserem continuar na Bolívia."Há uma decisão para fazer respeitar nosso decreto supremo, tomada em uma reunião que realizamos hoje (segunda) pela manhã", acrescentou o presidente em entrevista coletiva com correspondentes internacionais, ao ser consultado sobre se ampliará o prazo que expira no sábado."Estamos abertos às negociações", indicou Morales. "Temos uma fórmula proposta para todas as empresas, que o ministro dos Hidrocarbonetos (Carlos Villegas) trabalha com os assessores e com o presidente de YPFB" (a companhia petrolífera estatal).Além disso, negou que o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, tenha enviado uma carta ao governo do Brasil ou à Petrobras, sobre uma ampliação do prazo."Quintana não viajou ao Brasil. O ministro também não enviou uma carta. É totalmente falso que haja uma carta ao governo do Brasil ou à Petrobras. Absolutamente nada", disse Morales.O segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, nas quais a nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia é um dos pontos de debate, acontece domingo, um dia após terminar o prazo para que as petrolíferas aceitem os novos contratos.O ministro Villegas assegurou na quinta-feira passada que previa que as negociações se prolongariam "até o último minuto" do próximo sábado. "Vamos trabalhar até o último minuto do dia 28 e depois desse último minuto saberemos como vão ficar as coisas", disse.

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