Vasily Fedosenko/Reuters
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Morango de R$ 1,3 mil e uva de R$ 1 mil: o mercado de frutas de luxo no Japão

No país, frutas são consideradas artigos de luxo e podem ser dadas como presentes

O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2017 | 04h03

TÓQUIO - Um morango de 48 mil ienes (R$ 1,374), mangas e melões a 24 mil ienes (R$ 680) ou maçãs a 1.600 ienes (R$ 47) são alguns dos produtos encontrados nas boutiques de frutas do Japão, país onde esses alimentos são mais um objeto de desejo do que uma fonte de nutrientes. 

"Procuramos as melhores frutas do Japão e de todo o mundo", diz Ushio Oshima, responsável pela divisão de planejamento e desenvolvimento da tradicional frutaria Sembikiya. Na loja, a peça mais cara é o melão Cantalupo de 28 mil ienes (R$ 797). 

Oshima pertence à sexta geração de fruteiros da Sembikiya, fundada em 1834 por seu ancestral, um samurai, que deixou de vender frutas baratas em Tóquio para expandir-se pelo país e tornar-se o maior fornecedor de frutas de luxo do Japão.

"Os japoneses são minuciosos e se preocupam com o aspecto exterior (...) por isso os preços saem caros", defende Oshima. 

Sembikiya, a frutaria mais antiga do Japão, é só um exemplo que prova a importância das frutas de luxo em terras nipônicas. Há quem pague até 36 mil ienes (R$ 1.030) por uma uva ou 1,1 milhão de ienes (R$ 31.706) um cacho da variedade "Ruby roman", cultivada unicamente na região de Ishikawa, oeste do país. A variedade produz apenas 2.400 cachos por ano: os mais acessíveis custam 100 mil ienes (R$ 2.890). 

O morango "Bijin Hime" é similar em tamanho com uma bola de tênis, apesar de suas dimensões não serem o único diferencial: para saborear uma unidade é preciso desembolsar 50 mil ienes (R$ 1.443). 

A produção de frutas é bastante seleta no Japão devido ao relevo montanhoso - apenas 15% por cento do solo é agricultável. 

Além disso, no país asiático, onde há chuvas com abundância e muitas verduras, a fruca nunca foi considerada um "alimento essencial", explica Shigeyuki Sasaki, investidor do grupo Takasago, um dos líderes mundiais na produção de sabores e aromas. 

"A fruta sempre foi considerada artigo de luxo, algo para presentear", complementou. O consumo do produto no país é a metade do da União Europeia e os preços surpreendem muitos visitantes. / EFE

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