Moratória seletiva grega não é descartada, diz Juncker

Uma moratória seletiva (default seletivo) sobre a dívida da Grécia parece estar se tornando aceita entre os líderes da zona do euro reunidos na manhã de hoje em Bruxelas para finalizar um segundo pacote de resgate para o país. Autoridades disseram que ainda há tentativas de evitar esse desfecho, mas o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, alertou que isso não pode ser descartado.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

21 de julho de 2011 | 08h53

"Não se pode nunca excluir tal possibilidade", declarou Juncker. Segundo uma fonte, até mesmo o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, teria aceitado a possibilidade de um default seletivo.

O ministro de Finanças da Holanda, Jan Kees de Jager, foi mais enfático que Juncker e afirmou que os governos do bloco monetário parecem ter aceitado que a Grécia será colocada em default seletivo quando receber um novo pacote de ajuda.

Após contatos com os ministros da Alemanha e da França, De Jager disse que eles não pretendem mais evitar um default sobre a dívida grega. "As discussões para evitar um default seletivo estão fora da mesa", afirmou De Jager.

Mais cedo, uma fonte da zona do euro afirmou que os atuais planos sob consideração, que envolvem um programa de troca de bônus, tornariam provável um default seletivo para a Grécia. "Nós estamos estudando meios de evitar um default seletivo nos swaps de bônus. (Mas) isso será muito difícil", disse a fonte. As informações são da Dow Jones.

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