Sergio Castro/Estadão
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Moreira diz que reforma da Previdência é crucial para impedir 'degringolada nacional'

Estratégia de comunicação do governo reforçará a ideia de que ou o País faz agora mudanças no regime ou vai quebrar

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2017 | 16h23

BRASÍLIA - O governo vai agora investir no discurso do “caos” para conseguir aprovar a reforma da Previdência. A estratégia de comunicação reforçará a ideia de que, ou o País faz agora mudanças no regime de aposentadorias e pensões, ou vai quebrar.

“Estamos diante de um momento crucial, no sentido de que seremos obrigados a tomar uma decisão indispensável para impedir uma degringolada nacional”, escreveu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, em mensagem enviada por WattsApp a parlamentares da base aliada. “Refiro-me, é claro, à questão da reforma da Previdência. Votar contra a reforma será votar contra o Brasil. Contra o povo brasileiro. E é evidente que isso não vai render voto algum.”

O Diário Oficial da União trouxe nesta terça-feira várias demissões de afilhados de deputados que, há oito dias, se posicionaram em plenário contra a reforma da lei trabalhista. Na lista da retaliação estão até mesmo indicados por deputados do PMDB, partido do presidente Michel Temer.

Alguns dos dispensados serão substituídos por “adjuntos”, para que os deputados considerados “infiéis” possam mudar de posição e se aliar ao governo daqui para a frente. Na prática, trata-se mais de um alerta do Palácio do Planalto para que haja um freio de arrumação na base.

INFOGRÁFICO: Entenda a proposta

A equipe de Temer calcula que já tem 23 votos garantidos na Comissão Especial da Câmara que analisará amanhã a reforma da Previdência. O colegiado é composto por 37 integrantes e o governo precisa ali de metade mais um dos votos para aprovar a proposta, antes que ela siga para o plenário.

“Nós temos maioria e amanhã vamos votar, mesmo que tenhamos de ficar até meia noite”, disse o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do governo na Câmara e integrante da comissão especial, após participar de reuniões no Planalto.

Questionado sobre como reverter a resistência dos parlamentares que temem não ser reeleitos, em 2018, se votarem favoravelmente à reforma da Previdência, Perondi também insistiu no discurso do caos. “O povo vai olhar aqui, ó”, disse ele, apontando para o bolso. “Tem de chover na lavoura do cidadão. E isso só vai acontecer com a melhora da economia, que depende da aprovação da reforma.” Antes de deixar o Planalto, Perondi ainda exclamou: “É uma guerra!”  

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