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Moreira Franco: obra em Fortaleza é 'problema grave'

Em entrevista a internautas de uma rede social, o ministro Moreira Franco, da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), admitiu que as obras no aeroporto de Fortaleza, contratadas para a Copa do Mundo, são um "grande e grave" problema para a Infraero, que administra o terminal.

ANTONIO PITA, Agencia Estado

25 de abril de 2014 | 16h40

"Como obra em execução, a Infraero tem um problema grande e grave, que terá de resolver", admitiu o ministro, ao ser questionado sobre o andamento das reformas. Moreira Franco ressaltou, entretanto, que para o mundial de futebol, o terminal contará com estruturas provisórias. "Para a Copa, bem, contratamos terminal provisório padrão internacional, como os usados em Londres e na África do Sul", completou.

O Ministério Público Federal do Ceará recomendou à Infraero, na última semana, que rescinda o contrato com a empreiteira responsável pela obra, que custou à estatal R$ 311,22 milhões.

Iniciadas em 2010, as obras têm apenas 25% de avanço físico. O novo prazo para conclusão é 2017. Por conta dos atrasos, a estrutura provisória foi contratada de última hora, ao custo de R$ 3,5 milhões. "Não estou satisfeito. Ao contrário: precisamos obrigar setor público e prestadores de serviço a cumprir contratos", afirmou.

O ministro também rebateu as cobranças dos internautas sobre as obras nos aeroportos de Cuiabá, Porto Alegre, Goiânia e Vitória. "Cuiabá é o único contrato que o governo federal passa recurso e o Estado executa. Mas o aeroporto estará funcionando para a Copa", defendeu Moreira Franco.

Em Porto Alegre, o ministro informou que já está em "fase final" a implantação de sistema de proteção do terminal contra neblina. O sistema deverá ser vistoriado no início de maio. Sobre Goiânia, o ministro afirmou que a obra estava há cinco anos parada. "Hoje ela foi retomada e está cumprindo o cronograma. Queremos fazer o mesmo com o aeroporto de Vitória", completou.

Transporte de massa

O ministro afirmou ainda a seguidores do Twitter que os aeroportos brasileiros deverão ser como "rodoviárias de alta qualidade". Ele reafirmou que a aviação é um transporte de massa no País.

"Aviação é transporte de massas, não é mais transporte para rico. Temos de ter aeroportos com serviço de qualidade. E milhões de passageiros precisam ser tratados como clientes. É uma rodoviária de alta qualidade", afirmou Moreira Franco, durante a sabatina dos internautas.

O ministro também afirmou que está satisfeito com o trabalho desenvolvido com as novas concessionárias dos terminais concedidos à iniciativa privada, em 2011 e 2013. "São grandes empresas brasileiras e os melhores operadores de aeroportos do mundo. E, fundamental, todos concorrem entre si. Queremos nossos aeroportos na lista dos melhores do mundo", completou.

Moreira Franco também afirmou que o País poderá debater a participação da Infraero nos futuros consórcios. Perguntado sobre o uso de recursos do Tesouro para cobrir custos da estatal após a entrada nos consórcios, o ministro rebateu, afirmando que a empresa já usa recursos do governo. "Não acho bom negócio ela sair dos 49% das concessões, já que terá ganhos como acionista. Quem dá R$ 19 bi de outorga acha que o negócio será rentável. Porém, acho que devemos debater a manutenção dessa participação nas operações futuras", completou.

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