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Rodrigo Buendia/AFP
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Moreno diz que não assinará contratos com a Odebrecht enquanto for presidente

O  presidente Lenín Moreno também exigiu que os funcionários do grupo "colaborem com a Justiça, que contribuam para se chegar à verdade"

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2019 | 02h48

QUITO - O governo do Equador não contratará a Odebrecht até que o grupo brasileiro repare os prejuízos que causou com seu esquema de subornos para obter obras públicas no País, informou nesta quinta-feira, 5, o  presidente equatoriano, Lenín Moreno.

"Enquanto eu for presidente, a companhia Odebrecht não firmará qualquer contrato com o governo equatoriano", declarou Moreno em rede nacional de televisão.

O presidente destacou que seu governo "exigiu da empresa Odebrecht a plena reparação de todos os prejuízos que causou com seus atos de corrupção", que provocaram a prisão de Jorge Glas - vice-presidente de Rafael Correa (2013-2017) e do próprio Moreno - detido desde 2017 por receber por 13,5 milhões de dólares em subornos da construtora.

A Procuradoria Geral e a secretaria Contra a Corrupção negociam com a Odebrecht um mecanismo de reparação ao País. Moreno também exigiu que os funcionários do grupo "colaborem com a Justiça, que contribuam para se chegar à verdade, para recuperar o dinheiro dos equatorianos”. AFP

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