Morgan Stanley lidera retomada de atividade de fusões e aquisições

O Morgan Stanley está superando o rival Goldman Sachs como banco mais procurado para assessorar fusões de empresas, em meio à retomada no otimismo após a crise financeira que havia criado dificuldades para a atividade.

QUANTIN WEBB E MICHAEL ERMAN, REUTERS

25 de setembro de 2009 | 11h32

A força do Morgan durante o comando do novo responsável pela área de consultoria de fusões, Robert Kindler, não implica somente um crescimento de prestígio e das comissões, mas também uma retomada para o banco depois que caiu para a quinta posição entre assessores de atividades de fusão em 2008.

"Estou me divertindo", disse Kindler, um ex-advogado de Wall Street que ingressou no Morgan Stanley há três anos, saído do JPMorgan.

O Morgan tem superado o Goldman como principal consultor financeiro tanto em operações globais quanto norte-americanas de fusões e aquisições, trabalhando em acordos avaliados em 490,9 bilhões de dólares até agora no ano. Em 2009, a atividade de fusões e aquisições apresenta queda de 41 por cento, para 1,392 trilhão de dólares.

Kindler disse à Reuters que é "muito cedo para dizer que já foi atingido o fundo do poço da atividade de fusões e aquisições", mas afirmou que está vendo sinais promissores.

"As duas coisas que são mais encorajadoras nisso são que (compradores estratégicos) estão voltando a fazer negócios que têm sentido industrial e os mercados de crédito estão abertos novamente. Isso é muito bom para fusões e aquisições. O lado negativo é que temos um mercado de ações volátil", afirmou o executivo em entrevista por telefone.

O valor dos acordos somou 369,3 bilhões de dólares no terceiro trimestre, queda de 54 por cento em relação ao mesmo período de 2008, segundo dados da Thomson Reuters.

No ano até agora, comissões geradas por acordos completados caíram cerca de 57 por cento, para 11,9 bilhões de dólares.

A atividade de fusões e aquisições na Europa perdeu mais da metade do valor no ano até aqui, para 433,8 bilhões de dólares, registrando declínio superior aos vistos nos Estados Unidos e na Ásia, de 43 e 38 por cento, respectivamente.

Se o Morgan Stanley puder manter a liderança até o final do ano, será a primeira vez que a instituição fica no alto do ranking de consultores financeiros para fusões e aquisições desde 1996, segundo dados da Thomson Reuters.

Isso marcaria uma recuperação decisiva em relação a 2008, quando o banco caiu à quinta posição e o colapso do Lehman Brothers e as vendas apressadas do Bear Stearns e do Merrill Lynch lançaram dúvidas sobre a viabilidade de bancos de investimento independentes.

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