Morgan Stanley mantém recomendação para dívida do Brasil

O Banco Morgan Staley Dean Witter manteve a sua recomendação "underperform" (peso abaixo da média) para os títulos da dívida brasileira. O banco acredita que fatores técnicos vão continuar pesando para o enfraquecimento do câmbio, especialmente na última parte da próxima semana. "A estabilização do câmbio sem a intervenção do Banco Central emerge como o desafio mais importante para o novo governo. E o fracasso em fazer a estabilização trará a sombra do controle de capital, na nossa visão", afirmou o estrategista sênior de Renda Fixa para mercados emergentes do Morgan Stanley, Jaime Valdivia. Segundo ele, o mercado parece já ter precificado a maior parte das notícias positivas de curto prazo. "Acreditamos que o anúncio de uma equipe de transição será insuficiente para manter o momento positivo do mercado. Esperamos que os investidores realizem lucro enquanto aguardam uma definição mais clara da nova equipe econômica e da natureza das futuras negociações com o Fundo Monetário Internacional", afirmou. O potencial de alta para os títulos da dívida vai depender de novos fatos positivos nas próximas semanas pelo presidente eleito, que o Morgan Stanely acredita ser o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Mas esse potencial de alta é limitado, disse Valdivia. A pressão sobre o câmbio na última parte da próxima semana acontecerá por conta do vencimento de US$ 2 bilhões em swap cambial e também quase US$ 400 milhões em obrigações de dívidas do setor privado. Para Valdivia, mesmo não esperando a continuação de um impacto positivo do mercado com o anúncio da equipe de transição, um atraso para anunciar formalmente a equipe definitiva de governo deverá diminuir o entusiasmo do investidor observado nos últimos dias e limitar a alta dos preços da dívida.

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