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Morgan Stanley piora previsão do PIB do Brasil para queda de 2,4% em 2015

O banco entende que o Brasil deve perder o grau de investimento e amargará recessão ainda mais forte que o esperado há três meses

Fernando Nakagawa, correspondente, O Estado de S. Paulo

01 Setembro 2015 | 12h44

LONDRES - O Morgan Stanley piorou as previsões para a atividade econômica no Brasil neste e no próximo ano. O banco entende que o Brasil deve perder o grau de investimento e amargará recessão ainda mais forte que o esperado há três meses. Para 2015, a previsão de contração do Produto Interno Bruto (PIB) foi acentuada de -1,7% para -2,4%.

O relatório "Global Macro Outlook", que marca o início do mês de setembro, também trouxe piora para as previsões de 2016 e o banco passa a engrossar a fila das instituições financeira que prevê contração da atividade brasileira no próximo ano. Para 2016, o banco aposta em diminuição do PIB de 1,2% ante expectativa anterior de crescimento de 0,3% anunciada em julho. 

"Para o Brasil, nós esperamos uma recessão mais profunda e longa do que antes", resume o relatório. O Morgan Stanley nota que o estágio econômico atingirá o pior momento entre os emergentes Rússia, Índia e China nos últimos dois trimestres de 2015. No Brasil, porém, o banco acredita que "a recessão continue se aprofundando até o primeiro trimestre de 2016". 

Em termos trimestrais, o Morgan Stanley prevê que o PIB brasileiro continuará em deterioração e atingirá o pior momento nos três primeiros meses de 2016, quando terá contração trimestral de 3,5%. A partir daí, a retração diminuirá gradualmente até a queda de 0,4% esperada para o terceiro trimestre do próximo ano. Nos últimos três meses de 2016, o banco prevê expansão de 0,5%. 

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