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Morgan Stanley revisa previsão de expansão dos EUA

Banco revê crescimento norte-americano para 2,4% no 3.º tri; expansão da zona do euro também é revista

Patricia Lara e Nalu Fernandes, da Agência Estado,

10 de setembro de 2007 | 15h37

O Morgan Stanley revisou em baixa as suas expectativas de crescimento para a economia norte-americana e para a zona do euro. Em relatórios divulgados nesta segunda-feira, 10, e obtidos pela Agência Estado, o banco previu que a economia norte-americana deve crescer 2,4% no terceiro trimestre deste ano, abaixo do prognóstico anterior de expansão de 2,6%.  Em relação às economias da zona do euro, o banco fez um ajuste marginal de seu prognóstico para o ano completo de 2007, prevendo que haverá crescimento de 2,6%, ante uma previsão anterior de expansão de 2,7%. Para 2008, o banco revisou sua previsão de crescimento da zona do euro de 2,4% para 2%. "Graças ao choque do abrupto aperto das condições financeiras, os riscos negativos para o crescimento dos EUA se transformaram em realidade. Há três semanas, nós acreditávamos que a então emergente crise de liquidez ameaçava produzir crescimento global mais fraco, inflação mais baixa e ações dos bancos centrais para compensar esse choque de crédito. Isso foi naquela ocasião", disse o banco. "Agora, está claro que o cenário de risco, pelo menos para a economia dos EUA, se tornou uma realidade. Puxado por uma recessão no setor imobiliário mais profunda e prolongada, nós esperamos agora que o crescimento dos EUA ficará em média em apenas 2% nos próximos seis trimestres", previu o banco. Para 2008, a previsão de crescimento da economia norte-americana foi reduzida de 2,6% para 2%. No entanto, o banco acredita que dois fatores irão prevenir uma recessão nos EUA. Primeiro, apesar de a crise de liquidez ameaçar tirar o oxigênio da atividade econômica global, o crescimento global ainda segue forte, na visão do banco. A equipe global do Morgan prevê que esse choque deve reduzir o crescimento fora dos EUA entre 0,2 a 0,3 ponto porcentual em 2008. "Mas mesmo que esse impacto seja significativamente mais amplo, nós acreditamos que a demanda exterior forte deve dar suporte ao crescimento nos EUA em 2008. Em segundo lugar, com a inflação baixa e que deve, provavelmente, seguir em declínio, o Morgan Stanley acredita que o Fed tem latitude suficiente para flexibilização da política monetária e para encerrar a briga por liquidez. O Morgan prevê que o Fed reduzirá as taxas de juros em 100 pontos-base para 4,25% até a primavera (no Hemisfério Norte). Esse afrouxo, na avaliação do banco, deve criar o palco para um crescimento mais forte no início de 2009. Para este ano, o banco projeta expansão de 2,9% da economia dos EUA.

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