Vincent West/Reuters
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Morre aos 79 anos o presidente do Santander, Emilio Botín

Conselho de Administração nomeou hoje a filha do executivo, Ana Patrícia Botín, como sua sucessora

Economia & Negócios - Texto atualizado às 13h15

10 de setembro de 2014 | 07h44


Emilio Botín, um dos homens mais poderosos da Espanha e que transformou o Santander de um pequeno banco doméstico no maior banco da zona do euro, morreu de um ataque cardíaco aos 79 anos.

"Ele foi um homem capaz de fazer o Banco Santander se tornar o banco mais importante de nosso país", afirmou o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, a jornalistas no Parlamento. "Eu tive uma reunião com ele na semana passada e ele estava bem e em boa forma. Foi uma surpresa e um golpe", disse.

O presidente do Santander Brasil, Jesús Zabalza, lamentou, em nota, o falecimento de Emílio Botín. "Cabe a nós, do Santander Brasil, continuar, com ainda mais intensidade, o trabalho de crescimento de nosso banco no País, a maior homenagem que podemos prestar a ele", disse.

Sucessão. O banco realizou uma reunião do Conselho de Administração nesta quarta-feira, 10, para nomear um sucessor para o cargo de presidente do Conselho. Foi confirmada a nomeação de Ana Patricia Botín, filha mais velha do executivo e que lidera o negócio britânico do Santander, que representa 20% dos ganhos líquidos da instituição. A nomeação de Ana Patricia Botín já era aguardada por analistas e investidores.

Ana Patricia Botín, de 53 anos, será a primeira mulher a chefiar um grande banco europeu.

Concorrentes e colaboradores dizem que Ana Patricia está bem preparada para o cargo, mas há quem diga reservadamente que o Santander perdeu a oportunidade de acabar com a dinastia familiar e aderir mais de perto aos padrões internacionais de governança corporativa.

As dinastias bancárias enfrentam duras críticas depois de um escândalo no português Banco Espírito Santo, com empresas da família fundadora sendo investigadas por irregularidades financeiras.


Emilio Botín. Chamado de "El Presidente" pelos colegas de trabalho, Emilio Botín foi o terceiro da geração Botín a comandar o Santander. Ele esteve à frente da investida para criar um banco global, oferecendo serviços múltiplos a empresas multinacionais e uma gama de serviços aos consumidores.

Com seu olhar afiado para negócios, ele conseguiu divulgar a marca do Santander ao redor do mundo, somando € 1,4 trilhão (US$ 1,8 trilhão) em fundos e cerca de 200 mil funcionários.

Botín nasceu em 1º de outubro de 1934 na cidade de Santander, na Espanha. Formado em direito e economia pela Universidade de Deusto, Emílio Botín entrou em 1958 no banco e assumiu a presidência em 1986.

(Com informações da Reuters e da Agência Estado)

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